POLÍCIA
Técnica de enfermagem e marido são presos vendendo abortivos online
Operação apreendeu 600 comprimidos além de R$ 60 mil em dinheiro e dois veículos de luxo

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante, nesta quinta-feira, 2, um casal suspeito de comercializar medicamentos abortivos de forma ilegal pela internet.A ação, batizada de Operação Sexto Dia, foi coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e desarticulou um esquema que operava há mais de três anos em âmbito nacional.
Entre os alvos da operação está umamulher de 32 anos que atua como técnica de enfermagem em um hospital da rede pública de saúde do Distrito Federal.
Segundo as investigações, o casal utilizava as redes sociais e plataformas digitais para anunciar os compostos e atrair pacientes interessadas em interromper a gestação de forma clandestina.
A DRCC identificou pelo menos 15 perfis ativos criados exclusivamente para a captação de clientes e distribuição do material.
Balanço das apreensões
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário, os agentes confiscaram um volume expressivo de insumos farmacêuticos, valores em espécie e bens de alto padrão:
Itens apreendidos
- 600 comprimidos do medicamento;
- Cerca de R$ 60 mil em dinheiro;
- Dois veículos de luxo;
- Sete aparelhos celulares.
Todo o material recolhido foi encaminhado ao Instituto de Criminalística (IC) para a realização de perícia técnica e extração de dados autorizada pela Justiça.
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Tipificação penal e desdobramentos
O casal responderá por crime contra a saúde pública, com base no Artigo 273 do Código Penal Brasileiro, que tipifica a falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Em caso de condenação, a pena prevista para este tipo de delito pode atingir 15 anos de reclusão.
O inquérito policial segue ativo com duas frentes prioritárias de diligência: identificar a cadeia de fornecedores terceiros que abasteciam o casal e apurar se os medicamentos apreendidos foram desviados do estoque do hospital público onde a investigada exercia suas funções profissionais.



