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Tragédia no Cefet: saiba quem eram as servidoras mortas no ataque

Atirador foi identificado como Jão Antônio Miranda Tello Gonçalves, ex-funcionário da instituição

Luan Julião
Por
Allane Mattos e Layse Pinheiro
Allane Mattos e Layse Pinheiro - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Duas profissionais do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), no Maracanã, Zona Norte do Rio, foram mortas a tiros na tarde desta sexta-feira, 28. O autor dos disparos, identificado como Jão Antônio Miranda Tello Gonçalves, ex-funcionário da instituição, tirou a própria vida após o ataque. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

As vítimas eram figuras conhecidas dentro do Cefet. Allane de Souza Pedrotti Mattos atuava na chefia da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (Diace). Doutora em Letras, ela acumulava passagens pela PUC-Rio, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e pela Universidade de Copenhagen, na Dinamarca. No Cefet, coordenava a equipe pedagógica e acadêmica ligada à Educação Profissional e Tecnológica do Ensino Médio.

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Fora da instituição, se apresentava como “mãe e cria do Morro do Pinto” e mantinha uma relação intensa com a música, sendo cantora, compositora e pandeirista.

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A segunda vítima, Layse Costa Pinheiro, era psicóloga escolar e formada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Em suas redes sociais, destacava suas lutas e posicionamentos: dizia-se feminista, antirracista e engajada na defesa de minorias, além de apaixonada por música e dança de salão.

O ataque provocou pânico entre alunos e funcionários. Jonathan, estudante que estava em uma aula de reforço quando os disparos começaram, descreveu o momento de tensão: “Escutei uns quatro barulhos, mas não imaginei que fossem tiros. Depois, uma pessoa entrou desesperada dizendo que uma funcionária havia sido baleada. Aí começou o desespero total”.

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Tags

Cefet Educação feminismo HOMICÍDIO música violência

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