POLÍCIA
Três execuções estão previstas para ocorrer no mesmo dia nos Estados Unidos
Casos envolvem condenados que aguardavam há anos pelo cumprimento das sentenças de morte


Uma combinação incomum de sentenças pode levar os Estados Unidos a registrar, nesta quinta-feira, 13, três execuções em um único dia. As penas estão previstas para ocorrer no Tennessee, Alabama e Oklahoma, envolvendo condenados por homicídios em processos distintos.
Os presos são Anthony Darrell Hines, de 66 anos; Jeremy Williams, de 42; e Carlos Cuesta-Rodriguez, de 70. Todos aguardavam havia anos pelo cumprimento das sentenças. Caso as execuções sejam realizadas, será a primeira vez em quase 16 anos que três pessoas serão executadas no país na mesma data.
Três estados têm execuções previstas
As sentenças estão programadas para ocorrer no Tennessee, Alabama e Oklahoma. Embora os três casos sejam independentes, os procedimentos acontecem na mesma data e envolvem condenados que aguardavam há anos pelo cumprimento das penas.
No Tennessee, Anthony Hines será submetido novamente ao procedimento após uma tentativa de execução malsucedida cerca de três meses atrás. Na ocasião, a equipe médica não conseguiu estabelecer corretamente o acesso intravenoso necessário para aplicar a injeção letal.
Hines alegou à Justiça que as sequelas de dois derrames aumentam o risco de complicações. Os recursos apresentados, porém, foram rejeitados.
Condenados recusam pedidos de clemência
No Alabama, Jeremy Williams pediu que sua própria sentença fosse executada. Ele foi condenado pelo estupro e assassinato de uma menina de 5 anos, em 2021.
Em Oklahoma, Carlos Cuesta-Rodriguez também afirmou que não deseja clemência. Ele foi condenado pelo assassinato da companheira, cometido em 2003. Seus advogados alegaram que o preso sofre de transtornos mentais e danos cerebrais, mas Cuesta-Rodriguez rejeitou os pedidos para redução da pena.
Execuções voltam a crescer no país
O possível cumprimento das três sentenças ocorre em um período de aumento das execuções nos Estados Unidos. Em 2025, 47 presos foram executados em 11 estados, o maior número desde 2009. Neste ano, 19 execuções já foram realizadas, concentradas principalmente em estados que aplicam a pena de morte com frequência.
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A Flórida lidera esse movimento. O estado realizou 19 execuções em 2025 e responde pela maior parte das execuções realizadas em 2026 até agora. Especialistas relacionam o crescimento à política do governador republicano Ron DeSantis, que promoveu mudanças na legislação para facilitar a aplicação da pena capital.
Política de Trump também influencia debate
O aumento das execuções ocorre durante o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Defensor histórico da pena de morte, o presidente assinou uma ordem executiva restabelecendo a política federal de execuções.
O governo também ampliou os protocolos relacionados aos métodos de execução e passou a incentivar estados a buscarem a pena máxima em determinados crimes.
Apoio à pena de morte está em queda
Apesar do endurecimento das políticas, o apoio da população americana à pena de morte diminuiu. Uma pesquisa do Gallup aponta que 52% dos americanos consideram a prática moralmente aceitável, o menor índice desde a década de 1970.
Os tribunais também têm aplicado menos sentenças de morte do que no passado, enquanto problemas relacionados aos procedimentos de execução continuam alimentando críticas.
Falhas com injeções letais, escassez dos medicamentos utilizados e questionamentos sobre métodos alternativos, como pelotão de fuzilamento e gás nitrogênio, estão entre os fatores que mantêm o sistema sob discussão.
Decisões de última hora podem mudar cenário
Embora as três execuções estejam programadas para esta quinta-feira, 13, decisões judiciais de última hora ou intervenções dos governadores ainda podem impedir o cumprimento das sentenças.
Se todas forem realizadas, o episódio marcará a primeira vez em quase 16 anos que três pessoas serão executadas nos Estados Unidos em um único dia. O caso volta a colocar no centro do debate a permanência da pena de morte em um país onde as execuções aumentam, enquanto o apoio popular à prática diminui.


