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REPERCUSSÃO

Turista argentina acusada de racismo declara: "Querem me matar"

Segundo ela, a exposição do caso tem causado medo e insegurança

Leilane Teixeira

Por Leilane Teixeira

08/02/2026 - 14:28 h

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Imagem ilustrativa da imagem Turista argentina acusada de racismo declara: "Querem me matar"
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A turista argentina Agostina Paez, de 29 anos, investigada por injúria racial no Rio de Janeiro, passou a utilizar tornozeleira eletrônica e está impedida de deixar o estado por decisão da Justiça. Os pais da jovem chegaram ao Brasil no sábado, 7, para acompanhá-la durante o processo judicial.

Em entrevista à TN, emissora afiliada à CNN na Argentina, Agostina afirmou estar vivendo sob constante tensão. “Estou em perigo, recebo ameaças o tempo todo”, disse. Segundo ela, a exposição do caso tem causado medo e insegurança, levando-a a evitar aparições públicas.

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A argentina é acusada de ofender racialmente quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio, em um episódio ocorrido no dia 14 de janeiro. Questionada sobre o caso, afirmou que não pode comentar os detalhes, mas garantiu não ter mentido. “O que eu disse foi o que aconteceu, e isso já foi comprovado”, declarou.

Agostina também criticou a condução do caso pelas autoridades brasileiras, afirmando que estaria sendo tratada de forma mais dura. “A mídia argentina me ajudou muito, mas aqui no Brasil, nada”, afirmou.

De acordo com o advogado Sebastián Robles, a cliente ainda pode permanecer no país por até mais 90 dias, dependendo do andamento do processo. “É um procedimento longo, precisamos aguardar”, explicou. Ela ainda pode ser chamada para novo depoimento nos próximos dias.

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Relembre o caso

Segundo relato de um dos funcionários do bar, a confusão teve início após uma divergência sobre a cobrança da conta. Durante a tentativa de esclarecer a situação, o funcionário solicitou que a cliente aguardasse enquanto verificava imagens das câmeras de segurança.

Ainda conforme o depoimento, nesse momento a turista teria passado a proferir ofensas racistas. O homem gravou a cena e, nas imagens, Agostina aparece fazendo gestos e sons associados a um macaco, além de utilizar o termo “mono”, palavra em espanhol que significa “macaco”.

Em depoimento à polícia, a argentina afirmou que os gestos seriam uma brincadeira direcionada às amigas e negou intenção de ofender o funcionário.

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Tags:

crime de ódio direitos humanos injúria racial Ipanema justiça Polícia Civil racismo Rio de Janeiro Turista Argentina

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