RIO VERMELHO
Zelador acusado de atear fogo em prédio recebe alta e passa por audiência
Moradora espancada pelo suspeito segue internada em estado grave
Por Victoria Isabel

O zelador acusado de espancar uma moradora e provocar incêndios em apartamentos de um prédio no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, recebeu alta hospitalar e será submetido a audiência de custódia nesta sexta-feira, 29. Ele é investigado por tentativa de feminicídio e dano qualificado por utilização de substância inflamável.
O crime aconteceu na manhã de quarta-feira, 27, quando o funcionário do Condomínio Morro das Pedras, identificado como Osvaldo, invadiu o apartamento de uma professora de 41 anos, espancou a vítima, que segue internada em coma na UTI do Hospital Geral do Estado (HGE) e, em seguida, ateou fogo em áreas do condomínio.
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Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito chegou ao local com um galão de gasolina. Durante o incêndio, o homem chegou a pular de um dos apartamentos e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele foi levado para o Hospital Geral do Estado da Bahia (HGE), onde permaneceu sob custódia até a manhã desta sexta-feira.
Motivação do crime
Segundo os vizinhos, a possível motivação do crime foi uma conversa no grupo de mensagens do condomínio sobre a conduta do zelador de se recusar a receber encomendas dos moradores, cogitando a sua demissão.
Denúncia de assédio
A vítima registrou no livro de ocorrências do condomínio uma denúncia de assédio contra o zelador, identificado apenas como Osvaldo. Na ocasião, em janeiro de 2024, a moradora relatou que recebeu uma mensagem do funcionário, por aplicativo, convidando-a para “tomar um vinho” durante a noite, atitude que ela considerou invasiva.
"Gostaria de relatar que fui assediada pelo zelador deste prédio. Ele me mandou a mensagem: 'vamos tomar um vinho?', tomando uma liberdade que nunca dei", escreveu em queixa feita no dia 13 de janeiro de 2024.
Segundo uma amiga, a moradora chegou a relatar a situação ao síndico da época, mas nenhuma providência foi tomada além do registro formal. Ela também teria mostrado as mensagens à esposa do suspeito, que não acreditou na denúncia.
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