MUDANÇA
Alvo de atentado, diretor do Conjunto Penal de Eunápolis é exonerado do cargo
Diretor foi alvo de atentado em maio, quando motorista do presídio ficou gravemente ferido
Por Luan Julião

O sistema prisional da Bahia passa por novas mudanças nesta quinta-feira, 28, com a exoneração de Jorge Magno Alves Pinto do cargo de diretor do Conjunto Penal de Eunápolis, unidade vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap). A alteração integra um movimento de reorganização na gestão das unidades prisionais do estado. No mesmo ato, o governo estadual nomeou Fabrizio Gama e Narici como seu substituto à frente da unidade prisional.
Fabrizio, que ocupava a direção da Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, será substituído por Deraldo Vidal Soares no comando do presídio da capital baiana, mantendo o fluxo de alterações nas direções de unidades penitenciárias do estado.
Histórico e contexto do diretor exonerado
Jorge Magno assumiu a direção do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro do ano passado, após a fuga de 16 detentos da unidade. A saída da então diretora, Joneuma Neres, ocorreu em meio a investigações que apontaram suposta facilitação de ação criminosa, com vínculos de Joneuma com facções locais. Entre os objetivos da fuga estava o resgate de Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dada”, chefe do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE).
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Em maio deste ano, o diretor novamente esteve no centro de tensão envolvendo criminosos. Um motorista do presídio, funcionário terceirizado da empresa cogestora Reviver e responsável pelo transporte do diretor, foi gravemente baleado em um atentado que teria como alvo o próprio Jorge Magno. Cinco homens encapuzados, armados, cercaram o veículo na Avenida Alcides Lacerda, no bairro Arisvaldo Reis, disparando contra o carro do diretor. O motorista foi socorrido e permanece internado em estado grave.
Prisões e desdobramentos
Em agosto, a Polícia Civil prendeu um dos acusados de participação no atentado contra o diretor e na fuga dos internos de dezembro de 2024. A ação envolveu equipes da 1ª Delegacia Territorial de Porto Seguro, Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) e Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). O criminoso, localizado no distrito de Pindorama, também teria dado ordens a comparsas para atirar contra policiais e familiares, além de atuar em ligação com um advogado preso durante a Operação Dupla Face, em julho, que intermediava comunicação de internos com o tráfico de drogas.
Durante a operação, outro acusado de homicídio foi localizado. Ambos foram submetidos a exames de lesões corporais e permanecem à disposição da Justiça.
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