MUDANÇA DE PRISÃO
Aliados reagem a ida de Bolsonaro para Papudinha: “Melhor que a PF"
Transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF

Por Anderson Ramos

A transferência de Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal - onde cumpre pena de 27 anos e três meses por liderar a trama golpista - para uma sala no batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal conhecido como “Papudinha”, gerou reação de aliados do ex-presidente. A mudança foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o jornal O Globo, o entorno bolsonarista reconhece que a mudança representa melhora, mas ainda é tratada como insuficiente diante do quadro de saúde do ex-presidente — motivo pelo qual aliados reforçaram a pressão por prisão domiciliar.
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Sob reserva, aliados reconhecem que a decisão de Moraes é benéfica ao ex-presidente, uma vez que a sala na Papudinha é cinco vezes maior e as instalações oferecem melhor atendimento médico. Os familiares também poderão visitá-lo por três horas consecutivas, segundo despacho do ministro. Na sede da Polícia Federal, a família vinha reclamando do barulho do ar-condicionado central e do tamanho da cela.
Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da PM-DF, onde já estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. O local ganhou o apelido de “Papudinha” por ficar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda.
Reações
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho 02 do ex-presidente, criticou o magistrado logo após a decisão. "Aliados do PT já praticaram atos muito mais graves e nada lhes aconteceu. Ainda assim, condenar Jair Bolsonaro representa o maior dos absurdos", escreveu em uma rede social.
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) condenou a decisão de Moraes. “A Papudinha não é o ideal porque, pelas condições de saúde dele, ele precisa da prisão domiciliar”, afirmou o parlamentar ao O Globo.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), classificou o despacho como “absurdo” e também reforçou que, para ela, o ex-presidente deveria deixar o sistema de custódia e ir para casa. “Decisão absurda. Ele precisa ir para casa”, disse a senadora.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) também criticou a decisão.”A transferência de um ex-presidente para penitenciária, por decisão isolada, é punição política, vingança travestida de legalidade e demonstração de força de quem já não reconhece limites”, condenou.
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