FIM DOS TRABALHOS
Após revés no STF, relatório da CPMI do INSS deve ser votado na sexta
Comissão havia decidido prorrogar os trabalhos por até 120 dias

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de rejeitar a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) pretende ler e votar o relatório final da comissão nesta sexta-feira, 27.
"Espero que amanhã a gente consiga ler todo o relatório e que possamos votar amanhã mesmo”, afirmou o senador, presidente da CPMI.
O relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), informou que o relatório tem cerca de 5 mil páginas e recomenda o indiciamento de 228 pessoas. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) disse que deve apresentar um relatório alternativo.
Revés no STF
A posição final do STF significa um revés à pretensão do presidente da CPMI, que havia decidido prorrogar os trabalhos por até 120 dias. O ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, havia concordado com o pedido do parlamentar.
Os votos contrários à estender os trabalhos foram dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Além de André Mendonça, o ministro Luiz Fux foi favorável ao pedido de continuidade da CPMI.
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O voto favorável do relator André Mendonça teve o argumento de que foram atendidos requisitos legais, como o número mínimo de 27 assinaturas de senadores e de 171 deputados.
Em votos contrários, por exemplo, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes criticaram o vazamento de conversas íntimas encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que também foi alvo da CPMI.
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