Busca interna do iBahia
HOME > política > BAHIA

BAHIA

Cacique celebra conquista histórica com nome étnico em registro civil

Anderson Kaimbé, da Aldeia Massacará, é um dos indígenas da Bahia que já acrescentaram o nome de seu povo ao sobrenome

Flávia Requião
Por Flávia Requião
| Atualizada em
Cacique Anderson Kaimbé
Cacique Anderson Kaimbé - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os povos indígenas começaram 2025 com conquistas importantes no campo dos direitos civis. Desde fevereiro, passou a ser permitido incluir o nome da etnia como sobrenome nos registros oficiais. Também é possível registrar a naturalidade como sendo da aldeia ou território de origem, ao lado do município em que a localidade está situada.

Leia Também:

BAHIA

O perfil cafuzo do indígena Jerônimo Rodrigues
O perfil cafuzo do indígena Jerônimo Rodrigues imagem

BAHIA

Volta do PDT à base governista da Bahia tem aval de Carlos Lupi
Volta do PDT à base governista da Bahia tem aval de Carlos Lupi imagem

BAHIA

Aeroporto de Barreiras: governo avança com novo terminal
Aeroporto de Barreiras: governo avança com novo terminal imagem

As mudanças fazem parte de uma atualização na resolução que regulamenta o registro civil de indígenas nos cartórios brasileiros. A alteração foi aprovada pelo plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Tudo sobre Bahia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Ao Portal A TARDE, o Cacique Anderson Kaimbé, da Aldeia Massacará — comunidade indígena localizada em Euclides da Cunha —, comemorou a mudança e relatou o processo que percorreu para incluir o sobrenome étnico em sua documentação.

Eu descobri através de uma publicação [no Instagram] sobre a permissão da alteração para acrescentar o sobrenome étnico do nosso povo. Foi aí que eu me interessei”, iniciou.

Imagem ilustrativa da imagem Cacique celebra conquista histórica com nome étnico em registro civil
Foto: Camila Branda Oft / Ascom Opará e Comunicação Forumeiba

O líder indígena detalhou que, no registro de seu filho recém-nascido, já foi possível acrescentar o sobrenome étnico — o primeiro do povo Kaimbé —, no entanto, para o seu próprio nome, a retificação só poderia ser feita por via judicial.

“Do meu filho eu consegui fazer. Eu tive que mostrar a declaração de que eu era indígena, assinado por três Caciques e consegui fazer sem nenhum problema na época, e o meu não consegui”, explicou.

Ele informou que finalmente conseguiu acrescentar a nomeação através de um mutirão do cartório.“Vieram aqui na aldeia para fazer esse registro sem precisar da via judicial.”

O Cacique Anderson celebrou a conquista e destacou a importância simbólica e identitária da medida.

“Para a gente é um grande orgulho, porque a gente sabe que nós somos indígenas, mas tem esse registro também em um documento oficial, que é a certidão do nascimento, que a gente vai emitir outros documentos através dele, é mais gratificante ainda, que a gente se reconhece, e poder adicionar o nosso sobrenome etinico é estar levando o nome Kaimbé por todo lugar. Para algumas pessoas é apenas um nome, mas para a gente não, é algo que vem das nossas raízes, das nossas origens, e que a gente vai carregar para o resto da nossa vida, até para as futuras gerações”, ressaltou.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

Cacique Anderson Kaimbé Povo Kaimbé Povos Indígenas sobrenome étnico

Relacionadas

Mais lidas