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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Sem espaço no PSDB, Sidninho pode migrar para Cidadania

“É um caminho que a gente está desenhando", comentou o vereador

Gabriela Araújo
Por Gabriela Araújo
Vereador Sidninho durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Salvador (CMS)
Vereador Sidninho durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Salvador (CMS) - Foto: Gabriela Araújo | Ag. A TARDE

Seguindo os passos do presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz, o vereador Sidninho (Podemos) mantém o desejo de migrar para o PSDB. O parlamentar afirmou nesta segunda-feira, 9, que caso não seja aceito pelos tucanos recorrerá ao Cidadania, devido a federação PSDB-Cidadania.

“O PSDB hoje não está sozinho, ele está em uma federação com o Cidadania. É natural que este cenário possa mudar em 2024. Eu continuo o permanente diálogo com o presidente da Casa, o qual confio”, disse ao portal A TARDE, nesta segunda-feira, 9.

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Muniz afirmou, no último dia 3 de outubro, que o PSDB está decidido e não abrigará nenhum parlamentar de mandato.

"Nenhum vereador de mandato entrará mais no PSDB. É uma decisão de todos os vereadores. Se é uma decisão deles, irei acatar. Só se algum vereador sair é que iremos recompor. Mas, no momento, nenhum demonstrou interesse", disse à imprensa.

Sidninho, no entanto, acredita no “momento certo” para que a sigla acolha a sua decisão. “É um caminho que a gente está desenhando e acredito que o PSDB, no momento certo, acolherá o nosso mandato, nosso projeto e a nossa candidatura”, contou.

O presidente da CMS, Carlos Muniz é o condutor do processo eleitoral em 2024, por ter sido condecorado presidente da federação PSDB-Cidadania no dia 15 de setembro, durante convenção partidária.

Lei Municipal n° 9.750/2023

O vereador ainda rebateu as críticas sobre a Lei Municipal n° 9.750/2023, de sua autoria, que que obriga os frentistas dos postos de combustíveis a informar as autoridades policiais sobre condutores embriagados nos postos de gasolina.

“Existem estudos que já mostrou que motoristas embriagados saem de postos de gasolina. [...]. Esse é um projeto que vem sendo debatido no estado de São Paulo e acolho o que vem de lá para que a gente possa replicar aqui na nossa cidade", comentou.

Os sindicatos, contudo, repudiam a lei e alegam que não foram chamados para participar dos debates em torno do projeto.

"O texto claramente transfere a responsabilidade do Poder Público para a atividade empresarial e laboral, o que, por si só, demonstra o quão absurda é essa determinação legal. O SINDICOMBUSTÍVEIS BAHIA e o SINPOSBA já iniciaram o processo para ingressar em conjunto com pedido de inconstitucionalidade da referida lei", diz a nota.

Questionado sobre o assunto pelo portal A TARDE, o vereador alega que a proposta tramitou por dois anos na Casa e que teve o debate necessário até ser encaminhado ao prefeito Bruno Reis (União Brasil).

"Esse projeto tem dois anos na Casa, inclusive, teve parecer da oposição. Esse projeto foi discutido com sindicalistas, postos, a gente não fala de frentista, a gente fala de funcionários do posto. Esse projeto foi discutido na Casa e hoje os donos de postos de combustíveis terão que criar um caminho para poder criar esse ocorrência dentro do seu âmbito de trabalho que sirva como prova", concluiu.

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