POLÍTICA
Baianos reagem a envio de milhões do Banco Master a filme de Bolsonaro
Jaques Wagner, Lídice da Mata e Éden Valadares comentaram denúncias


A divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro provocou reação entre governistas baianos nesta quarta-feira, 13. O caso envolve o suposto envio de milhões de reais para financiar “Dark Horse”, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As informações foram divulgadas pelo The Intercept Brasil e apontam que Vorcaro teria se comprometido, em novembro de 2025, a destinar US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação da época, para a produção ligada à família Bolsonaro.
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Segundo os registros divulgados pelo site, ao menos US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões, já teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025 por meio de seis operações.
Jaques Wagner aponta origem do “Caso Master” no governo Bolsonaro
O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, comentou em discurso na tribuna do Plenário do Senado Federal nesta quarta. O petista desmentiu o que chamou de tentativa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de transferir para a Bahia a responsabilidade pelo escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, que gerou um rombo de R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Segundo o senador, a origem do Banco Master não ocorreu em solo baiano, mas nos gabinetes da Esplanada e do Banco Central durante a gestão de Jair Bolsonaro.
“O trambique foi feito aqui, aos olhos do Banco Central, sob a presidência do senhor Roberto Campos Neto. A gênese está no governo de Jair Messias Bolsonaro, não na Bahia”, disparou Wagner, que comentou o vazamento do áudio de Flávio.

"Deus é generoso comigo. No dia em que decido fazer essa fala, é veiculada a reportagem sobre o diálogo profícuo entre o senador Flávio e o ‘senhor’ Vorcaro. O senador em diálogos muito particulares solicitando R$ 140 milhões para um filme sobre o ex-presidente seu pai. Não estou dizendo que há dolo aqui, mas demonstra que ele tinha uma relação”, declarou.
Lídice ironiza repasses milionários
Quem também reagiu às denúncias foi a deputada federal Lídice da Mata.
Nas redes sociais, a parlamentar ironizou a situação envolvendo Flávio Bolsonaro e o Banco Master.
“E não é que Flávio Bolsonaro, aquele da rachadinha, emitiu por áudio um ‘recibo’ de R$ 134 milhões do Banco Master para financiar um filme sobre o pai? ‘Estarei contigo sempre’, disse a Daniel Vorcaro. Sinceramente? Eu não estou nem um pouco surpresa. E você?”, publicou.
E não é que Flávio Bolsonaro, aquele da rachadinha, emitiu por áudio um “recibo” de R$ 134 milhões do Banco Master para financiar um filme sobre o pai?
— Lídice da Mata (@lidicedamata) May 13, 2026
“Estarei contigo sempre”, disse a Daniel Vorcaro.
Sinceramente? Eu não estou nem um pouco surpresa. E você?
Éden Valadares critica discurso bolsonarista
O ex-presidente do PT Bahia e atual secretário de comunicação do PT Brasil, Éden Valadares, também utilizou as redes sociais para comentar o episódio.
Na publicação, Éden criticou o discurso adotado por aliados do ex-presidente em relação à cultura e ao financiamento de produções audiovisuais.
“Nas redes sociais, ataca a Lei Rouanet; na intimidade, cobra milhões de Vorcaro para ‘masterizar’ o filme. Eis a cultura de Flávio Bolsonaro…”, escreveu.
Nas redes sociais, ataca a Lei Rouanet; na intimidade, cobra milhões de Vorcaro para “masterizar” o filme. Eis a cultura de Flávio Bolsonaro… https://t.co/0Fzqdeigx0
— Éden Valadares (@edenvaladares) May 13, 2026
Mensagens apontam negociação para produção de filme
De acordo com as mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil, as negociações teriam sido conduzidas diretamente por Flávio Bolsonaro e envolveram ainda o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias, ex-secretário da Cultura no governo Bolsonaro.
Os registros incluem cronograma de pagamentos, comprovantes bancários e cobranças relacionadas às parcelas previstas para o projeto cinematográfico.


