ÀS VÉSPERAS DA SABATINA
Base de Lula faz mudanças na CCJ do Senado para ajudar Jorge Messias
Indicado para o STF, advogado-geral da União passa por sabatina nesta quarta-feira

Às vésperas da sabatina de Jorge Messias, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez mudanças na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para reduzir resistências ao nome indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A articulação do Palácio do Planalto incluiu a substituição de senadores na comissão, como a troca do oposicionista Sergio Moro (PL-PR) pelo governista Renan Filho (MDB-AL), além de ajustes na composição de suplentes.
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O objetivo das trocas é evitar desgastes durante a sabatina e aumentar as chances de aprovação de Messias, que precisa de ao menos 14 votos na CCJ para que a indicação avance ao plenário. Com as mudanças, governistas projetam pelo menos 15 votos favoráveis.
Por que Moro foi cortado?
No Senado, as vagas nas comissões pertencem aos blocos partidários e lideranças, que podem realizar trocas de membros conforme a conveniência política e acordos internos.
A vaga em questão pertence ao União Brasil, partido que Sergio Moro deixou recentemente.
Em publicação na rede X (antigo Twitter), o parlamentar afirmou ter sido retirado da CCJ do Senado como parte de uma articulação “imoral” do governo para facilitar a aprovação de Jorge Messias ao STF.
Veja a publicação:
Mais uma manobra lamentável do Governo Lula na CCJ do Senado para tentar aprovar o AGU Jorge Messias para o STF. Não impedirão o meu voto contrário no Plenário. pic.twitter.com/e6epT17AS7
— Sergio Moro (@SF_Moro) April 27, 2026
Outras mudanças
Além da troca de Moro por Renan Filho, Cid Gomes (PSB-CE) também deu lugar a Ana Paula Lobato (PSB-MA).
Outra mudança foi a entrada do senador Marcelo Castro (MDB-PI), considerado voto favorável, no lugar de Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), que não deve participar da sessão.
Bancada baiana
Conforme aputação do portal A TARDE, a expectativa é que Jorge Messias não conte com apoio unânime da bancada baiana no Senado.
Embora tenha o apoio do líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), e do presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), ainda há incerteza quanto ao voto do senador Angelo Coronel (Republicanos-BA).
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