POLÍTICA
STF: Jorge Messias pode não ter apoio unânime da bancada baiana
Indicado de Lula passa por sabatina na quarta-feira, 29

A indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF) pode não ter apoio unânime da bancada baiana no Senado. O nome escolhido, o advogado-geral da União Jorge Messias, será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira, 29.
Embora tenha o apoio do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e do presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), Messias ainda enfrenta incerteza quanto ao voto do senador Angelo Coronel (Republicanos-BA).
Em entrevista ao portal A TARDE, Coronel afirmou que a oposição se reúne na terça-feira, 28, para definir o posicionamento.
“Vamos ter uma reunião amanhã para saber qual será o nosso posicionamento. Por enquanto, ainda não tem nada definido. Otto é favorável que Jorge Messias passe, Jaques Wagner também. Pelo menos ele tem dois votos, falta o meu”, disse.
Ao portal A TARDE, Jaques Wagner confirmou o apoio do grupo governista.
CCJ não garante aprovação
Coronel disse ainda que a aprovação na CCJ não assegura o aval final, já que a decisão definitiva ocorre no plenário do Senado.
“A CCJ não é definitiva. Vamos apenas sabatinar. O que vale é a votação no plenário. Pode ser que passe na comissão, mas seja rejeitado depois. Jorge Messias está empenhado, tem procurado os senadores”, afirmou.
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Para avançar, o indicado precisa de maioria simples na CCJ. Em seguida, no plenário, são necessários pelo menos 41 votos dos 81 senadores.
Cenário incerto
Nos bastidores, a avaliação é que Messias deve ter facilidade na CCJ, mas pode enfrentar mais resistência no plenário, diante da dificuldade do governo em consolidar apoio na oposição.

Ruído político
Pesa uma declaração recente de Lula, que gerou desconforto entre parlamentares. Ao comentar a relação com o Congresso, o presidente afirmou que senadores, por terem mandato de oito anos, “pensam que são Deus”.
"Um governador mantém relação civilizada com o presidente da República. Mas um senador com mandato de oito anos pensa que é Deus", disse Lula durante entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará, no início do mês.
A fala foi considerada inadequada por aliados e opositores em meio às negociações e pode impactar o ambiente político em torno da indicação.
Além disso, o nome de Messias já enfrentou resistência interna: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
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