JUSTIÇA
Bolsonaro em prisão domiciliar: condomínio impõe regras rígidas
Ex-presidente passa a cumprir pena em casa nesta sexta-feira, 27

O Condomínio Solar de Brasília emitiu um comunicado rigoroso aos moradores estabelecendo diretrizes de segurança e convivência após o retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à sua residência nesta sexta-feira, 27.
Após 14 dias de internação hospitalar, Bolsonaro passa a cumprir pena em regime de prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica, o que mobilizou a administração do residencial para garantir o cumprimento das determinações do Supremo Tribunal Federal (STF).
Medidas de segurança e restrições judiciais
Para cumprir as determinações do STF, o condomínio estabeleceu um protocolo rígido de monitoramento:
- Raio de exclusão: Proibição total de aglomerações em um raio de 1 km da portaria.
- Vigilância perimetral: Monitoramento intensificado nas áreas externas da casa, especialmente nas divisas com vizinhos.
- Controle de acesso: Registro rigoroso de entrada e saída de todos os visitantes.
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Responsabilidade dos moradores sobre visitantes
O síndico do Solar de Brasília alertou que os condôminos serão responsabilizados diretamente por qualquer descumprimento das regras por parte de seus convidados.
Segundo o documento enviado, as "consequências serão imediatas" caso ocorram atos interpretados como infração judicial, o que pode gerar transtornos administrativos e jurídicos para quem autorizou a entrada.
“Informo aos nossos moradores que observem com o máximo cuidado a rotina de entrada e saída dos seus visitantes, pois a determinação do senhor ministro do STF é clara e, caso ocorra qualquer tipo de ato que seja interpretado como descumprimento à ordem judicial, acarretará em infração judicial e suas consequências serão imediatas”, afirma o síndico no comunicado.
Estrutura do condomínio e limitações
Apesar da infraestrutura de luxo do Solar de Brasília, Bolsonaro enfrenta um isolamento severo:
- Extensão: Dividido em três quadras (I, II e III) com 1.258 lotes no Jardim Botânico.
- Lazer proibido: O ex-presidente não pode utilizar as áreas comuns, como pistas de caminhada, ciclovias, quadras esportivas ou as quatro igrejas cristãs do local.
- Confinamento domiciliar: A medida deve ser cumprida integralmente dentro do endereço residencial (cerca de 400 m²).
- Área privativa: Vídeos mostram que a casa alugada dispõe de área de lazer própria com piscina, deck e churrasqueira, onde a circulação é permitida.
Contexto da prisão domiciliar e saúde
A mudança para o regime domiciliar foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes em razão do estado de saúde frágil do ex-presidente, observado durante seu período de reclusão na Papudinha e na Superintendência da Polícia Federal.
No entanto, esta não é a primeira vez que o político ocupa o Solar de Brasília sob custódia. Entre agosto e novembro, Bolsonaro cumpriu prisão domiciliar no local, mas foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal após tentar violar a tornozeleira eletrônica.
Dias depois, passou a cumprir a pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão por liderar a trama golpista, em decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes.
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