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Câmara discute esterilização de pessoas com deficiência intelectual

Texto ainda precisa ser aprovada por duas comissões da Câmara dos Deputados e pelo Senado

Da Redação
Por Da Redação
Proposta vem de aprovação na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência
Proposta vem de aprovação na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência -

O projeto que exige, além da autorização judicial, a oitiva do Ministério Público (MP) para esterilizar cirurgicamente pessoas absolutamente incapazes ou com deficiência mental e intelectual que não possam exprimir sua vontade, será discutida na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados.

A conversa ocorre após a proposta ter sido aprovada pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas da Casa na última semana.

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Caso seja aprovado pela comissão de Previdência, o texto, que tramita em caráter conclusivo, ainda deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, para se tornar lei, precisa ser aprovado no Senado e passar por sanção presidencial.

A proposta indica que deverá ocorrer oitiva obrigatória, por parte do Ministério Público, das pessoas que irão passar pela cirurgia.Quando autorizada, a laqueadura ou a vasectomia deverá contar com prioridade de agendamento e realização no sistema de saúde, em relação aos demais procedimentos do mesmo tipo feitos em pessoas sem deficiência mental e intelectual.

A medida altera a Lei de Planejamento Familiar, que prevê apenas a autorização judicial para a realização dos procedimentos de esterilização em pessoas consideradas absolutamente incapazes.

O relator, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), explica que o projeto traz mais segurança às pessoas com deficiência, ao obrigar a consulta prévia ao MP.

“Ademais, ao determinar a prioridade desses procedimentos entre os de esterilização cirúrgica eletiva, o projeto reconhece a importância de agir rapidamente em situações que envolvam pessoas incapazes de expressar sua vontade”, diz Ribeiro.

*Com informações da Agência Câmara

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Tags

Câmara dos Deputados direitos humanos Legislação Brasileira. saúde mental

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