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CASO MARIELLE

"Espécie de radiografia de como funcionam as milícias", diz ministro

Ricardo Lewandowski acredita que conclusão das investigações escancaram o 'modus operandi' da milícia carioca

Da Redação
Por Da Redação
A informação foi dada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski, durante entrevista coletiva
A informação foi dada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski, durante entrevista coletiva - Foto: Reprodução

A conclusão das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) escancara a forte atuação da milícia na capital fluminense. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a elucidação do caso revela aos poderes públicos um dos modus operandi do grupo criminoso.

“O que este relatório policial e as longas investigações revelam, antes de mais nada, é o modus operandi das milícias no Rio de Janeiro, que é o modus operandi bastante sofisticado e complexo que se espalha, infelizmente, por todo o estado e por várias atividades. Eu tenho a impressão que a partir deste caso, nós podemos talvez desvendar outros casos ou pelo menos, seguir o fio de uma meada, de um novelo cujo a dimensão ainda não temos clara”, disse aos jornalistas.

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Em entrevista à imprensa, neste domingo, 24, o gestor demonstrou preocupação com a ligação entre o crime organizado e a política. Para Lewandowski, a investigação do assassinato da parlamentar funcionou como “radiografia das milícias”.

“Essa investigação é uma espécie de radiografia de como operam as milícias e o crime organizado no Rio de Janeiro e como há um entrelaçamento, inclusive, com alguns órgãos políticos e públicos, o que é algo, realmente, bastante preocupante”, concluiu.

A Polícia Federal junto ao Ministério da Justiça anunciaram nesta manhã a prisão dos três mandantes do crime que vitimou Marielle e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Dentre os nomes revelados estão os irmãos Brasão, Domingos Brasão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Chiquinho Brasão (União Brasil), deputado federal e o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa.

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A resolução dos inquéritos, após seis anos da morte da parlamentar, apontam que uma das principais motivações para o crime brutal foi além da milícia, e, envolvem a regularização fundiária e a grilagem de terras. De acordo com a PF, a socialista lutava na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para que as terras ocupadas pelo grupo servissem para fins econômicos como defendiam os políticos adversários.

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