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Collor e PTB alagoano repelem acusação de doleiro

Publicado terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 às 21:18 h | Atualizado em 19/11/2021, 06:39 | Autor: Daniel Galvão | Estadão Conteúdo
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O senador e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e o Diretório Estadual do PTB de Alagoas rechaçaram nesta terça-feira, 24, em notas, a acusação do doleiro Alberto Youssef, que teria afirmado a procuradores que a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, teria pago propina de R$ 3 milhões ao parlamentar.

A acusação de Youssef foi revelada nesta terça-feira pelo jornal Folha de S.Paulo. Collor rebateu a denúncia com "indignação" e "veemência". De acordo com Collor, a suspeita "padece de absoluta falta de veracidade e credibilidade, ainda mais quando recolhidas e vazadas de depoimentos tomados em circunstâncias que beiram a tortura de um notório contraventor da lei, agravados por suas condições físicas e psicológicas", afirmou.

Segundo Collor, a reportagem "restringe-se a ilações e generalidades da fala do criminoso, sem apresentar qualquer vinculação de meu envolvimento", afirmou. O senador disse ainda que não conhece o doleiro e "jamais" manteve "qualquer tipo de relação pessoal, política ou empresarial" com Youssef.

PTB

O Diretório Estadual do PTB de Alagoas também reagiu com "indignação" à denúncia. Segundo o diretório, a suspeita "é mais uma tentativa de associar o nome de nosso companheiro, o senador Fernando Collor, à tal Operação Lava Jato". "Reverberam-se agora trechos pinçados de depoimento efetuado por um criminoso confesso, já encurralado em sua própria teia de contravenções, para também tentar atingir a nossa agremiação partidária", disse o partido.

Conforme a legenda, há uma "insistente busca" de inserir o senador e ex-presidente "como beneficiário de recursos advindos de fraude e da corrupção". Na avaliação do diretório, tão logo surgiu a acusação dos "supostos depósitos", Collor "exigiu" formalmente esclarecimentos das autoridades, em discurso na tribuna do Senado. "Após a cobrança da verdade, permanece até hoje a inexistência de qualquer fato real, concreto, que o vincule à Operação Lava Jato", disse a sigla.

O partido diz ainda que suspeita "de orquestração sórdida contra o senador" e afirmou que aguarda esclarecimentos da própria investigação já instaurada no âmbito do STF.

O diretório defende a trajetória política de Collor e sua família e diz que o ex-presidente herdou "um dos complexos empresariais mais bem-sucedidos em seu segmento no Brasil". "O que só eleva a nuvem de suspeição contra essa sucessiva associação de seu nome ao esquema promíscuo investigado". O PTB alagoano reafirmou a "confiança" no senador.

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