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Bolsonaro: da PGR ao STF, os próximos passos até a condenação

Ex-presidente é apontado como líder da trama golpista

Flávia Requião
Por Flávia Requião
Ex-presidente Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro -

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar as alegações finais na ação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus apontados como integrantes do "núcleo crucial" da tentativa de golpe de Estado, nesta segunda-feira, 14.

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O procurador-geral, Paulo Gonet, deve defender a condenação de Bolsonaro por liderar a trama golpista. Hoje é o último dia do prazo para a entrega do documento ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Entenda o que acontece a partir de agora no processo:

1. Envio ao relator do caso no STF, o ministro Alexandre de Moraes

2. Análise do relator - o ministro pode:

  • negar o pedido, se considerar que não há fundamentos, decidir pela prisão ou levar o pedido para julgamento colegiado (Turma ou Plenário).

3. Julgamento do pedido (se for o caso), o colegiado avalia se há:

  • requisitos para prisão preventiva ou se há flagrante de crime inafiançável, que permite prisão sem autorização prévia do Judiciário.

4. Decisão final: o tribunal decide se decreta a prisão, impõe medidas cautelares diversas da prisão (tornozeleira, proibição de contato, suspensão do mandato etc.) ou rejeita o pedido.

Tentativa de golpe

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi apontando com principal articulador do plano golpista, que também incluía o assassinato do presidente Lula (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Conforme o documento produzido pela Polícia Federal, o político “planejou, atuou e teve domínio de forma direta e efetiva" na trama.

A PF ainda aponta o ex-mandatário como o “líder” do grupo que pretendia realizar os atos na tentativa de abolir o Estado democrático de direito, "fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à vontade de Bolsonaro", segundo o documento.

Somadas, as penas previstas em lei podem ultrapassar 40 anos de prisão, em regime inicial fechado. Contudo, há atenuantes ou agravantes que podem ser levadas em conta.

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Tags

Bolsonaro PGR tentativa de golpe trama golpista

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