BRASIL
Conselho a Lula: como lidar com Alcolumbre após queda de Messias
Indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada no plenário do Senado na noite de quarta-feira, 29

O presidente Lula (PT) recebeu um conselho de seus auxiliares sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a derrota na indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira, 29, pelo placar de 42 a 34.
Segundo aliados do petista, Davi Alcolumbre teria sido o principal responsável pela derrota governista. Alguns consideraram até que Lula devesse "declarar guerra" ao chefe da Casa Alta, até mesmo com retaliações.
Leia Também:
No entanto, um dia após a derrota, já com a cabeça mais fria, interlocutores próximos ao chefe do Executivo federal pontuaram que Lula não deveria “levar para o fígado” a derrota de Jorge Messias.
Mais atrapalha do que ajuda
De acordo com a Veja, o governo Lula 3 — apesar da proximidade da campanha eleitoral — ainda tem mais oito meses pela frente e possui agenda legislativa. Ou seja, ainda precisa atuar junto à Câmara e ao Senado para manter a governabilidade.
Neste momento, segundo aliados mais moderados do presidente Lula, uma guerra contra Alcolumbre agora, além de não ajudar o projeto de reeleição do mandatário, não tem condições de ser vencida, uma vez que o Planalto não conta com a maioria dos parlamentares nas duas Casas.

Alcolumbre vence queda de braço contra Lula com rejeição de Messias ao STF
Presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil) conseguiu impor uma derrota histórica ao Palácio do Planalto com a rejeição do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado foi um 'recado' do parlamentar ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Jorge Messias é o primeiro nome indicado por um presidente da República a ser rejeitado pelo Senado em 132 anos. Evangélico, o AGU teve 34 votos, após ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Para ser aprovado no plenário, são necessários 41 votos favoráveis.
Desde o anúncio do presidente Lula, em novembro de 2025, que Messias foi visto sob desconfiança pelos senadores. Alcolumbre, que em determinados momentos esteve próximo ao Planalto, chegando a indicar ministros para o governo, mostrou insatisfação com a escolha do chefe do Planalto.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




