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CPI: Relatório diz que imunidade de rebanho e atraso de vacinas impulsionaram mortes

Publicado às | Atualizado em 20/10/2021, 08:54 | Autor: Redação
O texto ainda deve sofrer alterações diante de contribuições recebidas - Foto: Pedro França | Agência Senado
O texto ainda deve sofrer alterações diante de contribuições recebidas - Foto: Pedro França | Agência Senado -
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O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), concluiu em seu parecer que “erro de estratégia” nas ações do governo federal no enfrentamento à pandemia contribuiu significativamente para elevar número de mortes. Segundo o documento, o governo federal foi omisso e “optou por agir de forma não técnica” no enfrentamento à pandemia.

Entre as decisões tomadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o parecer critica a intenção de imunizar a população por meio da contaminação natural (ou “imunidade de rebanho”); a priorização de um tratamento precoce sem amparo científico de eficácia; o desestímulo ao uso de medidas não farmacológicas e o atraso na aquisição de imunizantes.

“Com esse comportamento o governo federal, que tinha o dever legal de agir, assentiu com a morte de brasileiras e brasileiros”, disse o relator. Renan alega que as investigações da CPI demonstraram que a aquisição de imunizantes não foi uma prioridade do governo em nenhum momento.

“Essa atuação negligente apenas reforça que se priorizou a cura via medicamentos, e não a prevenção pela imunização, e optou-se pela exposição da população ao vírus, para que fosse atingida mais rapidamente a imunidade de rebanho.”

A primeira versão do relatório foi enviada por Renan aos colegas da CPI da Pandemia nesta madrugada. Ele admite que o texto ainda deve sofrer alterações diante de contribuições recebidas.

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