"PENSAMENTO PECAMINOSO"
Deputado cristão de direita admite que induziu parceira ao aborto
Parlamentar admitiu ter sugerido a interrupção da gravidez para ex-companheira

Um áudio que circula nas redes sociais revela que o deputado estadual Guto Zacarias (Missão), partido ligado ao MBL, tentou convencer a então companheira a praticar aborto. O parlamentar de direita é declaradamente cristão.
Na gravação, o parlamentar descreve procedimentos para interrupção da gravidez e tenta minimizar riscos, apresentando alternativas consideradas “seguras”.
O conteúdo reforça relatos de pressão psicológica descritos na denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo.
No material, a fala menciona diferentes métodos e afirma que um procedimento específico seria “praticamente uma sucção”, sem sangue e com duração de cerca de 20 a 25 minutos.
Também são citadas clínicas em áreas de alto padrão de São Paulo e a ideia de que haveria baixo risco envolvido. Em outros trechos, o discurso tenta relativizar os perigos e questiona os motivos para não realizar o procedimento.
De acordo com a acusação, a ex-companheira relatou ter sido alvo de pressões, chantagem emocional e constrangimentos durante a gestação, com tentativas de convencê-la a interromper a gravidez.
Admissão
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Guto Zacarias admite ter discutido a possibilidade de aborto com a ex-companheira, classificando a situação como um “pensamento pecador”, mas tenta minimizar o episódio e nega ter exercido pressão.
Guto Zacarias já afirmou publicamente sua identidade cristã em diversas ocasiões, inclusive em debates e entrevistas onde ressaltou que sua fé vem antes de rótulos políticos como "liberal" ou "conservador".
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“Nós discutimos sim a hipótese absurda de interromper a gravidez”, afirmou. Em outro trecho, reforça: “Eu tive sim um pensamento pecador, um pensamento que graças a Deus não foi para frente”.
Após a denúncia vir a público, a ex-companheira recuou das acusações e afirmou que agiu por impulso, defendendo o parlamentar. Apesar disso, o andamento do processo depende exclusivamente do Ministério Público, que pode dar continuidade à ação penal.
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