CASO BANCO MASTER
Eduardo Bolsonaro diz que corrupção de Vorcaro é “o de menos”
Ex-deputado comparou acusações contra ex-banqueiro às penas dos condenados pelo 8 de Janeiro



O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou na quinta-feira, 1º, que as acusações de “corrupção e orgias” atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro são “o de menos” quando comparadas às penas impostas aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou as condenações dos participantes dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 2023, e usou o caso para minimizar a gravidade das acusações envolvendo Vorcaro e o extinto Banco Master.
“Vi um vídeo agora do deputado estadual Gil Diniz, uma senhora saindo do presídio depois de três anos de cadeia, uma senhorinha”, disse Eduardo, em referência a Sandra Maria Menezes, condenada por participação nos atos golpistas e liberada no início da semana.
Na sequência, o ex-parlamentar afirmou que os condenados estão presos “por nada” e disse que, na avaliação dele, nem deveriam ter sido levados à delegacia.
“Eu acho que, comparado a isso, até a corrupção ou as orgias do Vorcaro, isso é o de menos, gente. Os caras estão há mais de três anos presos por nada, absolutamente nada, pela lei brasileira nem deveriam ter ido para a delegacia”, disse.
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Família Bolsonaro é citada no caso Master
A declaração ocorre enquanto integrantes da família Bolsonaro também são citados nas investigações sobre o caso Master.
O irmão de Eduardo, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), teve a relação com Vorcaro exposta em maio, quando foram reveladas mensagens e áudios em que o senador pedia dinheiro ao banqueiro para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.
Vorcaro chegou a se comprometer com R$ 134 milhões para o longa, dos quais pelo menos R$ 61 milhões foram efetivamente repassados.
Flávio confirmou ter buscado o patrocínio, mas negou ter oferecido vantagens em troca e afirmou que se tratava de um financiamento privado para uma produção sobre o pai.
Um inquérito aberto pela Polícia Federal (PF) apura se o dinheiro de Vorcaro foi efetivamente usado para custear a obra ou se pode ter ajudado a bancar a estadia de Eduardo nos Estados Unidos.


