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REAÇÃO

Eduardo Bolsonaro promete acionar Trump após ser condenado pelo STF

Primeira Turma da Corte condenou ex-deputado a 4 anos de prisão por coação

Yuri Abreu
Por
| Atualizada em
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Zeca Ribeiro

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que, na terça-feira, 16, o condenou a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. O veredito da Corte determinou ainda a aplicação de 50 dias-multa, a perda de seu cargo público de escrivão da Polícia Federal e a decretação de sua inelegibilidade pelo período de oito anos.

A condenação fundamentou-se na acusação de tentativa de interferência ilícita no julgamento que responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro por envolvimento em uma trama golpista. Em resposta, o ex-parlamentar anunciou que pretende internacionalizar o caso e acionar canais diplomáticos e políticos nos Estados Unidos para constranger o Judiciário brasileiro.

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“Certamente, eu levarei à Casa Branca, ao Departamento de Justiça, ao Congresso americano, falarei com todos os congressistas que são nossos aliados e temos interlocução, porque isso é uma afronta ao governo dos EUA", disse ele ao Metrópoles, na terça-feira, 16.

"Será que realmente só o Brasil está certo? Estados Unidos, Itália, Espanha, Argentina e até mesmo a Polônia, estão todos errados?”, questionou Eduardo Bolsonaro.

Perseguição

O ex-deputado sustentou a tese de que as sanções impostas pelo STF configuram uma afronta indireta às relações institucionais com o governo dos Estados Unidos, buscando obter manifestações oficiais de solidariedade ou moções de repúdio por parte de legisladores estrangeiros vinculados à ala republicana.

O liberal defendeu ainda a necessidade de uma mobilização eleitoral e legislativa nas próximas disputas para alterar a correlação de forças em Brasília, sugerindo que a renovação do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto constitui o caminho para frear o que classificou como ativismo judicial e medidas persecutórias do tribunal.

“Temos que virar essa página do país, colocar um novo governo, um novo Congresso para segurar esse STF perseguidor”, concluiu o ex-deputado federal, ao pregar uma reação política coordenada e a imposição de limites institucionais aos ministros da Suprema Corte.

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Alexandre de Moraes Donald Trump eduardo bolsonaro STF

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