CONVENÇÃO PARTIDÁRIA
Após oito anos, PSTU volta a disputa eleitoral com Victor Marinho
Sigla não lança nome para concorrer prefeitura de Salvador desde 2016; entenda
Por Gabriela Araújo

As salas de aula da Faculdade de Educação na Universidade Federal da Bahia (UFBA), no Vale do Canela, receberam militantes ansiosos na manhã deste sábado, 27, para a oficialização da candidatura a prefeito de Salvador de Victor Marinho (PSTU),e do seu vice, Edson Santana, que não pôde estar presente no evento por questões de saúde.
Levantando a bandeira do anticapitalismo, o agora candidato a prefeito Victor Marinho (PSTU) prega a criação de conselhos populares para governar a cidade junto com a população soteropolitana.
“Hoje, o Poder está apartado do povo. As pessoas são chamadas a votar de quatro em quatro anos para eleger um governante e depois ele vira as costas para a população. A gente acha que o governo precisa estar permanentemente controlado pela população e daí vem a proposta dos conselhos populares, isto é assembleias que nós vamos convocar nos bairros populares, de moradia e de estudo para dialogar com a população”, explicou o prefeiturável.
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Em defesa da classe trabalhadora, o postulante ao Palácio Thomé de Souza ainda se coloca como a única candidatura de esquerda da cidade, ignorando o PSOL e fazendo frente aos nomes do candidato à reeleição, Bruno Reis (União Brasil), e de Geraldo Júnior (MDB), afiançado pelo PT.
“São duas candidaturas de classe única que representam os interesses de uma mesma classe social, [...]. No ponto de vista social, eles defendem as mesmas ideias e governaram para a burguesia”, afirmou.
Assista
O nome de Victor Marinho ainda marca uma conquista para a sigla. Isso porque, desde 2016, o PSTU deixou de participar ativamente das campanhas eleitorais por falta de financiamento para abarcar as candidaturas.
A sigla ainda sofreu um revés no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que desaprovou as prestações de contas da legenda, relativas ao pleito de 2016. No julgamento, o ministro Edson Fachin encontrou irregularidades no processo de prestação de contas e determinou a devolução de R$ 1,3 milhão ao erário público referentes ao Fundo Partidário.
Superado a questão, o PSTU volta ao pleito eleitoral apresentando não só a chapa majoritária, como também a chapa proporcional com a pré-candidatura de dois nomes para a Câmara Municipal de Salvador (CMS): os militantes Leninha Farias e Adelson de Carvalho.
Em discurso, Leninha levantou a bandeira do meio ambiente e falou sobre as tragédias com chuvas que aconteceram no Rio Grande do Sul, em abril deste ano, a qual considerou como “coisa criminosa”.
“Eles não enxergam a devastação que está destruindo o planeta. Se o que aconteceu no Rio Grande do Sul, não foi uma fatalidade, pois aquilo foi uma coisa criminosa, uma coisa já previsível e nada foi feito devido aos interesses capitalistas. Se aquilo acontecesse aqui em Salvador, as condições de recuperação seriam ainda mais precárias”, disse a pré-candidata à CMS.
Minutos antes do fim do ato político, que também celebra os 30 anos do PSTU, os 14 filiados presentes foram submetidos à votação dos nomes eleitorais, os quais foram aprovados por unanimidade.
Victor é o terceiro nome a oficializar candidatura em Salvador. Na sexta-feira, 26, o mesmo ato foi realizado pelo PSOL que homologou o nome de Kleber Rosa ao pleito, no Centro Histórico da cidade. Já na quinta, 25, foi a vez de Bruno Reis (União Brasil), que disputa à reeleição, lançar o seu nome no Centro de Convenções, no bairro da Boca do Rio.
A cadeira da prefeitura de primeira capital do Brasil conta com cinco nomes, que serão escolhidos no dia 6 de outubro, quando acontece o primeiro turno eleitoral.
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