EM VIAGEM OFICIAL
Após discurso, Bolsonaro nega campanha eleitoral no Reino Unido
Presidente está em viagem para participar do funeral da rainha Elizabeth II


O presidente Jair Bolsonaro (PL) deu entrevista na manhã desta segunda-feira, 19, em frente da casa do embaixador do Brasil em Londres, onde negou que esteja usando a sua viagem para o Reino Unido, onde participa do funeral da rainha Elizabeth II como uma maneira de fazer campanha eleitoral. Na viagem, ele já fez um comício, criticou o preço da gasolina em Londres e criticou o seu adversário nas eleições deste ano, o ex-presidente Lula.
“Você acha que eu vim aqui fazer política?”, retrucou Bolsonaro após a pergunta de um jornalista. “Mas por que a insistência em querer botar um ladrão na presidência? Como é que está a Europa perto do Brasil? Existe ameaça de fome aqui? Lá no Brasil subiu, sim, 20% a média dos alimentos, mas já começou a cair”, falou.
No domingo, 18, Bolsonaro chegou a Londres e foi direto para a casa do embaixador brasileiro no Reino Unido. Da sacada do prédio, ele fez um discurso para os apoiadores que se reuniram na rua. O discurso teve tom eleitoral, com afirmações sobre legalização do aborto, descriminalização das drogas e a chamada “ideologia de gênero”.
Na ocasião, ele ainda disse que irá ganhar a eleição no primeiro turno, algo que não aconteceu em 2018 e que não é previsto por nenhum dos instituto de pesquisas com alta credibilidade. “Esse é o sentimento da grande maioria do povo brasileiro. Em qualquer lugar que eu vá do Brasil, como ontem eu estive no interior de Pernambuco, a aceitação é simplesmente excepcional. Não tem como a gente não ganhar no primeiro turno”, afirmou ele.
Por conta dos pronunciamentos, o PT entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Bolsonaro. A solicitação é para que o TSE proíba a campanha do presidente de usar, como propaganda eleitoral, qualquer vídeo, fotografia ou material gráfico produzido durante a viagem oficial de Bolsonaro ao Reino Unido, sob argumento de que o candidato “sequestrou atos oficiais para fazer campanha, o que é absolutamente irregular”.