
A poucos dias do início das convenções partidárias — o prazo inicia na próxima segunda-feira, 20, e se estende até o dia 5 de agosto, segundo a legislação —, as siglas têm se movimentado com o objetivo de ampliar as alianças e se fortalecer ainda mais para o pleito de outubro.
No Brasil e na Bahia, os ajustes vêm ocorrendo de forma mais dinâmica, ainda que a chance de mudanças mais drásticas, comparada a 2022, seja pequena.
Eleições: Lula já tem amplo apoio da esquerda
Para as eleições de outubro, o presidente Lula (PT), líder das pesquisas realizadas até agora pela AtlasIntel, deve ter amplo apoio da maioria dos partidos de esquerda.
Até agora, pelo menos seis partidos têm alinhamento definido para marchar ao lado do pré-candidato à reeleição:
- PCdoB;
- PV;
- PSOL;
- Rede;
- PSB;
- PDT.

Como foi em 2022?
Em 2022, antes do primeiro turno, Lula conseguiu aglutinar o apoio de nove partidos:
- PCdoB;
- PV;
- PSB;
- PSOL;
- Rede;
- Solidariedade;
- Avante;
- Pros;
- Agir.
Já no segundo turno, a quantidade foi ampliada para 15, com a adesão das seguintes siglas: PDT, Cidadania, PCB, PSTU, PCO e Unidade Popular.
Flávio Bolsonaro sem ninguém?
Herdeiro político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro deve ver o seu partido, o PL, caminhar sozinho ao longo da campanha, pelo menos no 1º turno.
Faltando menos de duas semanas para a convenção nacional da legenda, marcada para 25 de julho, em São Paulo, nenhum partido de direita ou centro-direita fechou apoio ao pré-candidato.
Em 2022, Republicanos e PP integraram a coligação de Jair Bolsonaro.
Desta vez, no entanto, os progressistas e o União Brasil, que formaram a federação União Progressista, já apontaram que não devem dar suporte à campanha do liberal — o foco principal das duas legendas, por ora, devem ser nas eleições proporcionais, no intuito de formarem grandes bancadas no poder legislativo.

A postura de neutralidade na disputa também deve ser adotada pelo Republicanos — o cenário, contudo, poderia mudar caso o PL ceda a vaga de vice na chapa à legenda.
Por último, o Podemos, de Renata Abreu, também não bateu o martelo. Mas, segundo integrantes do partido, a tendência é optar pela neutralidade no primeiro turno.
Eleições: como ficam Caiado, Zema e Renan?
Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), além de Renan Santos (Missão), um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), a princípio, contam apenas com os apoios dos respectivos partidos.

Apesar de pontuarem nas pesquisas divulgadas pela AtlasIntel até agora, os postulantes ao Planalto já defenderam a posição de apoiar o candidato de oposição ao presidente Lula (PT), caso nenhum deles vá ao segundo turno das eleições.
Eleições: Bahia tem cenário diferente
Na Bahia, o cenário difere um pouco do visto em nível nacional. Isso porque muitos partidos adotaram a postura de liberar os diretórios regionais para apoiar àquelas legendas com as quais já têm alianças nos estados.
Aqui, um exemplo é o do PSD, liderado por Otto Alencar. O senador já declarou apoio ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
A mesma postura será adotada pelo MDB baiano que, em nível nacional tende a ser neutro na disputa à Presidência, ainda que tenha tido diálogos com o PSD, por exemplo.

Por ora, os seguintes partidos devem caminhar ao lado de Jerônimo Rodrigues:
- PT;
- PCdoB;
- PV;
- Avante;
- MDB;
- PSD;
- PSB;
- PDT — a legenda migrou para a base governista recentemente.
Oposição com menos partidos
Do outro lado, a oposição — que tem ACM Neto (União) como postulante ao governo da Bahia — deve ter uma coalizão de partidos menor do que em relação a 2022, com 13, ao todo.
No estado, são pelo menos seis as siglas que deverão marchar ao lado do ex-prefeito de Salvador:
- PP;
- Republicanos;
- PSDB;
- Cidadania;
- Podemos;
- PL.
Ronaldo Mansur
Nome do PSOL para a disputa ao governo da Bahia, Ronaldo Mansur, até agora conta com o apoio, além da própria sigla, do partido Rede, com o qual os psolistas têm uma federação.

