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Empresa de Musk se une contra plano de Trump de taxar o Brasil

Gigante automotiva se juntou a outras multinacionais; empresas citam riscos econômicos

Yuri Abreu
Por
Donald Trump e Elon Musk
Donald Trump e Elon Musk - Foto: Molly Riley | Official White House

A Tesla, empresa fundada por Elon Musk, pediu ao governo Donald Trump que os Estados Unidos não adotem o tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.

A gigante automotiva e de energia está ao lado de outras grandes empresas, como Coca-Cola, Nestlé, Faber-Castell, eBay e Siemens que enviaram comentários ao USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) fazendo a mesma solicitação.

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O espaço para comentários foi aberto no âmbito da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Nas manifestações virtuais, que foram feitas até a última quarta-feira, 1º, outras empresas brasileiras, como WEG, Bauducco e CSN, também enviaram documentos ao governo norte-americano fazendo considerações sobre as tarifas propostas.

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O que pedem as empresas

A Coca-Cola, por exemplo, pediu a manutenção da isenção proposta para insumos de laranja, afirmando que a medida ajudou a preencher a lacuna deixada pela produção americana, que "declinou acentuadamente e é improvável que se recupere no curto prazo". Se a isenção for retirada, haverá pressão de custos e fornecimentos, diz a companhia.

A suíça Nestlé, por sua vez, pontuou que seus negócios nos EUA dependem de cadeias de suprimentos globais devido à variedade de produtos no portfólio da companhia. A empresa destaca que há certos insumos essenciais que não são produzidos ou não estão disponíveis em escala e qualidade suficientes nos EUA.

Desacelerar o progresso

A Tesla pediu no documento enviado ao governo americano em 1º de julho que o USTR leve em consideração as restrições da cadeia de suprimentos que fabricantes americanos estão enfrentando ao avaliar tarifas sobre produtos brasileiros.

A montadora, que pediu a isenção de insumos de manufatura, ainda afirmou que a ação da Seção 301 deveria ser aumentar a competitividade americana "em vez de criar desafios não intencionais que poderiam desacelerar o progresso e afetar o posicionamento de mercado".

Apuração dos EUA

A apuração, que iniciou em julho do ano passado, concluiu que o Brasil adota práticas consideradas discriminatórias no comércio com os americanos.

Como consequência, o órgão recomendou a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, embora tenha proposto uma extensa lista de exceções. O tema está sendo discutido em audiências promovidas pelo USTR esta semana.

Na programação desta terça-feira, 7, segundo dia de debates, está prevista a fala do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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