POLÍTICA
Extradição de Eduardo Bolsonaro ameaça relação entre Brasil e EUA
Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro a mais de 4 anos de prisão em julgamento realizado


Brasil e Estados Unidos podem ter um novo desgaste, em meio a possibilidade de aplicação de um novo tarifaço pelo governo Donald Trump, desta vez de 37,5%: a extradição do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O liberal vive no país da América do Norte e foi condenado, nesta semana, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo por sua atuação nos Estados Unidos, que resultou em sanções contra ministros do Supremo durante o julgamento da trama golpista.
Em resposta, Eduardo já afirmou que pretende internacionalizar o caso e acionar canais diplomáticos e políticos nos Estados Unidos para constranger o Judiciário brasileiro.
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Carla Zambelli
O desgaste político do Brasil ter um pedido de extradição de Eduardo Bolsonaro negado pelos Estados Unidos gera preocupação dentro do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF), na esteira da negativa da Justiça da Itália de extraditar a ex-deputada Carla Zambelli.
A avaliação no Planalto e na Corte, semelhante à de advogados ouvidos pela Folha, é que seriam mínimas as chances do governo Donald Trump aceitar o pedido de extradição de Eduardo.
Como funciona o processo?
No trâmite normal de um processo de extradição ativa, o relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, enviaria um mandado de prisão e pedido de extradição ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.
Após confirmada pelo departamento a admissibilidade do pedido de extradição, o documento seria enviado ao Itamaraty ou ao governo americano.
A percepção no governo, no entanto, é que mais uma negativa de extradição por parte de um governo estrangeiro fortaleceria as críticas de que o sistema judicial brasileiro não é imparcial.


