GRUPOS TERRORISTAS
Flávio Bolsonaro defende medida dos EUA contra facções: “Vai asfixiar”
Presidenciável comentou sobre a classificação das facções como grupos terroristas
O pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que a decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas internacionais pode fortalecer o combate ao crime organizado e atingir financeiramente esses grupos. A declaração foi realizada em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira, 5.
Em publicação nas redes sociais, Flávio declarou que a medida permitirá ampliar ações contra organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho. Na postagem, o senador também associou o combate às facções à segurança pública e fez críticas indiretas a adversários políticos.
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“O Estado brasileiro perdeu o espaço para o crime, mas nós agimos e agora PCC e Comando Vermelho são organizações terroristas internacionais, o que vai permitir a asfixia financeira deles. Nós queremos proteger os seus filhos das drogas, mas o outro lado parece querer proteger os traficantes. Quem nunca ajuda para combater a bandidagem é porque tem rabo preso com o crime”, afirmou.
PCC e CV não podem continuar a dominar territórios. Soberania é o trabalhador saber que seu filho vai voltar vivo para casa. Vamos para cima! pic.twitter.com/eH6XydW3qs
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 5, 2026
PF critica medida dos EUA
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou como um “equívoco grosseiro” a decisão dos Estados Unidos de enquadrar o Comando Vermelho e o Primeiro PCC como organizações terroristas.
Para o diretor-geral da PF, há diferenças técnicas importantes entre organizações terroristas e facções criminosas voltadas ao narcotráfico.
“A decisão dos Estados Unidos não tem o condão de alterar a política pública e a legislação brasileira de enfrentamento ao crime organizado. Não existe nenhuma força executória de uma decisão de outro país capaz de mudar algo dentro do Brasil. As organizações terroristas têm motivações ideológicas, religiosas e objetivos distintos. As facções brasileiras buscam lucro. É um equívoco confundir essas duas realidades porque as estratégias de enfrentamento são diferentes”, disse em entrevista ao Metrópoles,