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INVESTIMENTO

Governo Lula anuncia segunda fase do programa Move Brasil; entenda

Programa é focado no financiamento para a renovação da frota de caminhões e ônibus no Brasil

Gustavo Nascimento
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Lula durante anúncio de crédito para aquisição de caminhões e ônibus, no Palácio do Planalto
Lula durante anúncio de crédito para aquisição de caminhões e ônibus, no Palácio do Planalto - Foto: Ricardo Stuckert | PR

Em mais uma tentativa de reconciliação com os caminhoneiros e rodoviários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a ampliação do programa Move Brasil, com uma nova rodada de financiamento voltada à renovação da frota de caminhões e ônibus. O novo investimento foi detalhado nesta quinta-feira, 30, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

Lançado no início deste ano e operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Move Brasil é uma linha de crédito criada pelo Governo Lula para incentivar a substituição de caminhões antigos por modelos mais novos, com o objetivo de modernizar a frota, reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência do transporte.

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Na primeira fase, o programa ofertou R$ 10 bilhões, com taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, abaixo da taxa básica da economia. O acesso aos recursos está condicionado à renovação da frota.

Ampliação robusta

Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou que a nova etapa do programa, intitulado como Move Brasil 2, contará com R$ 14,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), totalizando R$ 21,2 bilhões.

Desse montante, R$ 2 bilhões são reservados para linhas de ônibus e outros R$ 2 bilhões são destinados a caminhoneiros autônomos, categoria destacada por Lula em seu discurso:

“O que me preocupou nesse Move era a questão dos autônomos. Porque no fundo, no fundo, as empregadoras têm mais poder aquisitivo, têm mais facilidade, mas o autônomo não tem. Tudo para ele é mais difícil e a única garantia que ele tem é o próprio patrimônio que está garantindo”.

“Nós resolvemos melhorar as condições. Aumentar a carência, aumentar quantidade de anos para vocês poderem pagar, e diminuir um pouco a taxa de juros, que ainda é alta”, complementou o petista.

Motivação para a ampliação do programa

De acordo com o governo, a ampliação do Move Brasil é uma reação à alta demanda registrada na primeira fase do programa e à pressão do setor industrial, diante da queda nas vendas de veículos no início do ano.

“O Move Brasil 1 tinha R$ 10 bilhões [de investimento], e a segunda fase vai ter R$ 21,2 bilhões. Um valor maior para os autônomos, que tinham R$ 1 bilhão e dobrou para R$ 2 bilhões”, disse Geraldo Alckmin, vice-presidente da República.

Ainda segundo ele, a primeira fase do programa era focada na categoria dos caminhoneiros, mas agora foi ampliada para a renovação da frota de ônibus, além de implementos rodoviários.

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caminhoneiros economia transporte

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