AMEAÇA À DEMOCRACIA
Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e debate do 2º turno
Investigação da Polícia Civil revelou conversas sobre ataques com explosivos



Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal descobriu que um grupo neonazista organizado pela internet planejava ataques contra políticos e prédios públicos, incluindo o Palácio do Planalto, em Brasília.
Além do Palácio do Planalto, o local previsto para o debate de um eventual segundo turno das eleições presidenciais também aparecia entre os possíveis alvos.
Segundo informações obtidas pelo programa Fantástico, da TV Globo, os integrantes trocavam mensagens em grupos restritos do Telegram e discutiam a fabricação de explosivos, a escolha de alvos e formas de realizar os ataques.
Um dos grupos usava uma imagem de Adolf Hitler como foto de perfil.
Como a investigação identificou o grupo?
Os grupos tinham acesso restrito e, em alguns casos, exigiam links específicos ou buscas pelos nomes exatos para serem encontrados.
As mensagens foram identificadas pelo Ciberlab, estrutura do Ministério da Justiça que monitora grupos suspeitos de crimes e discursos de ódio na internet.
A investigação concluiu que o conteúdo compartilhado apresentava elevado grau de periculosidade, planejamento de atos violentos mediante utilização de artefatos explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.
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Grupo desarticulado
A Polícia Civil do Distrito Federal, em parceria com o Ministério da Justiça, desarticulou o grupo por meio da Operação Rede Interrompida, deflagrada em 4 de agosto.
Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Computadores e celulares apreendidos serão analisados pelos investigadores.
Os suspeitos são investigados pelos crimes de associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime.


