POLÍTICA
Kiss & Fly no Aeroporto de Salvador deve ser votado antes das eleições
Projeto que acaba com iniciativa da Vinci Airports é de autoria do presidente Carlos Muniz (PSDB)



A volta dos trabalhos na Câmara Municipal de Salvador (CMS), nesta segunda-feira, 3, deve colocar o projeto que derruba o Kiss & Fly entre as prioridades dos edis antes da realização do primeiro turno das eleições, no dia 4 de outubro.
A iniciativa, adotada em abril deste ano pela Vinci Airports, empresa que administra o Aeroporto de Salvador, vem gerando sucessivas críticas e protestos de diversos segmentos, a exemplo de taxistas e motoristas por aplicativo, assim como atores do meio político.
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O autor do projeto que está em tramitação na CMS é o presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB). Segundo o tucano, o avanço do projeto nos próximos dois meses vai depender do que for definido na reunião do colégio de líderes, prevista para a próxima semana.
"Eu vou votar [o projeto] no momento em que votar o projeto de todos os vereadores", disse ele ao portal A TARDE. "Eu não quero prioridade nenhuma para mim. Agora, no momento em que votar os [projetos] dos vereadores, ele será votado. Se será agora em agosto ou setembro, depende da reunião de lideranças prevista para a próxima semana", completou.

Retirada ou ajuste
O líder da oposição na CMS, Randerson Leal (Podemos), defendeu prioridade na votação do projeto, ponderando que, caso não seja possível a retirada das cancelas, que haja um ajuste no tempo de permanência dos veículos.
"A resposta que a população precisa da Câmara é a gente aprovar para acabar com aquela guarita que impede o acesso. É um absurdo que foi feito sem autorização do poder público, sem ouvir a população, sem nenhum estudo de fato, de forma concreta. Eles disseram que teve um estudo, mas não apresentaram nada ainda à Câmara", disse Randerson Leal.

"A gente espera ser possível retirar a guarita ou pelo menos aumentar o tempo de duração, de passar de 10 minutos, que é um absurdo, para que a gente possa no mínimo ter 40 minutos. É o que a gente entende que possa ter como um benefício para a população. A gente não aguenta mais pagar tanta taxa, tanta tarifa, e mais uma vez a população está sendo penalizada em pagar um acesso que não é nem estacionamento", completou o edil.
Câmara precisa se posicionar, diz Kiki
Outro ator envolvido nessas negociações é o líder governista na CMS, Kiki Bispo (União). No 2 de Julho, quando perguntado pelo portal A TARDE sobre o assunto, ele defendeu que a Casa se posicione.
"Os vereadores são a caixa de ressonância da cidade . Vamos ouvir a cidade e o clamor, e vamos decidir. Era para ser votada antes do recesso, não teve acordo de líderes, mas quando a gente voltar do recesso vai estar na ordem do dia", afirmou, na ocasião.

Procurado novamente pela reportagem nesta segunda-feira, 3, ele ressaltou a importância do Colégio de Líderes para que a matéria possa avançar.
"No colégio de líderes vai ficar definida a pauta, porque ficou de retomar os projetos dos vereadores nesse retorno. Se for pautada, a Câmara vai apreciar com toda a legitimidade. Se o colégio entender que o projeto está apto para o plenário, a gente vai e coloca para a votação", garantiu.


