DIAS CONTADOS!
Kiss e Fly: cobrança no Aeroporto de Salvador pode acabar após recesso da Câmara
Líder do governo garante votação do projeto que barra taxa de R$ 18


A cobrança de R$ 18,00 para motoristas que excederem o limite de 10 minutos na área de embarque e desembarque do Aeroporto de Salvador, batizada de Kiss & Fly, pode estar com os dias contados.
Isso porque o texto que barra a cobrança, que segue em tramitação na Câmara Municipal da capital (CMS), deve ser posto em votação nas primeiras sessões após o recesso parlamentar, que se encerra em agosto.
“Vai ser apreciada. Era para ser votada antes do recesso, não teve acordo de líderes, mas quando a gente voltar do recesso vai estar na ordem do dia”, disse o líder do governo, Kiki Bispo (União Brasil) ao portal A TARDE.
Presente no desfile do 2 de Julho, iniciado no bairro da Lapinha, em Salvador, o governista afirmou que a matéria é considerada prioritária para a cidade e atende aos anseios da população.
A Câmara precisa se posicionar. Os vereadores são a caixa de ressonância da cidade . Vamos ouvir a cidade e clamor, e vamos decidir
Câmara tenta barrar cobrança e proibir Kiss & Fly em Salvador
O presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), apresentou um projeto, com coeditoria do seu correligionário, Daniel Alves, para vetar a cobrança na entrada do aeroporto.
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A matéria estava pronta para ser posta em votação no plenário da Casa, no último dia 17 de junho, última sessão antes do recesso. No entanto, a falta de acordo entre os líderes adiou a apreciação do projeto.
O que diz prevê a proposta contra a taxa do aeroporto?
A proposta prevê o seguinte:
- Proibição total da cobrança de taxas para embarque e desembarque em terminais aéreos e rodoviários de Salvador;
- Veto à instalação de catracas ou cancelas nessas áreas; e
- Aplicação de multas, suspensão das atividades e até cassação do alvará em caso de descumprimento.
Como funciona o polêmico sistema Kiss & Fly
A implantação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto Internacional de Salvador prevê uma cobrança de R$ 18,00 para motoristas que excederem 10 minutos na área de embarque e desembarque.
O modelo de acesso, controlado por cancelas, não apenas taxa o tempo de permanência, mas estabelece uma estrutura de monopólio que ameaça extinguir a operação do táxi comum no terminal, criando uma lógica de "quem não paga, não trabalha" dentro do serviço público de transporte.


