FICOU PARA DEPOIS
Muniz detona suspensão de projeto que barra Kiss & Fly: “Atraso”
Cobrança no Aeroporto de Salvador virou alvo de polêmica na Câmara


O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), lamentou a retirada da pauta do Projeto de Lei nº 108/2026, de sua autoria, que barra o sistema Kiss & Fly no Aeroporto de Salvador, da sessão ordinária desta quarta-feira, 17.
A proposta estava prevista para ser votada hoje, porém, um acordo das bancadas do governo e da oposição adiou a análise de todos os projetos de autoria dos vereadores, que agora só serão votados após o recesso parlamentar.
Em entrevista coletiva ao fim da sessão, Muniz avaliou a suspensão como um “atraso” que pode causar prejuízos para a população de Salvador.
Acho que é um atraso se você me perguntar em relação a isso. Eu acho que quanto mais cedo votasse, melhor para a população de Salvador. Mas aqui na Câmara Municipal nós fazemos a vontade da maioria. É o que eu fiz hoje aqui
Carlos Muniz, presidente da Câmara de Salvador
“Eu não posso atropelar a oposição e a situação quando eles fazem um acordo. Não é porque o projeto é de minha autoria que eu vou insistir ou fazer algo para que ele seja votado, quando não foi votado o projeto de meus vereadores”, complementou.
O que diz o projeto?
A proposta que irá para análise do plenário na quarta prevê:
- Proibição total da cobrança de taxas para embarque e desembarque em terminais aéreos e rodoviários de Salvador;
- Veto à instalação de catracas ou cancelas nessas áreas; e
- Aplicação de multas, suspensão das atividades e até cassação do alvará em caso de descumprimento.
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Entenda o sistema
A implantação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto Internacional de Salvador prevê uma cobrança de R$ 18,00 para motoristas que excederem 10 minutos na área de embarque e desembarque.
O modelo de acesso, controlado por cancelas, não apenas taxa o tempo de permanência, mas estabelece uma estrutura de monopólio que ameaça extinguir a operação do táxi comum no terminal, criando uma lógica de "quem não paga, não trabalha" dentro do serviço público de transporte.


