ESTRANHEZA
Vereadora mostra surpresa com retirada de projeto que barra Kiss & Fly
Câmara de Salvador adiou votação de proposta de autoria do presidente Carlos Muniz (PSDB)


Surpresa. Essa foi a emoção descrita pela vereadora Marta Rodrigues (PT) ao tomar conhecimento de que a votação do Projeto de Lei nº 108/2026, de autoria do presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz (PSDB), que barra o sistema Kiss & Fly no Aeroporto de Salvador, prevista para acontecer na sessão ordinária desta quarta-feira, 17, foi suspensa.
“O presidente já sabe que a bancada de oposição iria votar a favor. Estava na ordem do dia de hoje, mas teve o entendimento da base do governo que eles não chegaram a um denominador”, disse Marta.
Esse é um projeto que está muito na ordem do dia e é urgente. Essa cobrança é um absurdo. Uma pessoa PCD, ou uma pessoa idosa, vai conseguir se deslocar, sair do carro, tirar a cadeira, ou o que ele estiver usando a depender da sua deficiência em 10 minutos? Isso é humanamente impossível
Marta Rodrigues (PT), vereadora
Além desta, todas as outras propostas de autoria dos vereadores que estavam na pauta de hoje foram adiadas para a primeira sessão depois do recesso parlamentar.
O líder do governo, Kiki Bispo (União Brasil), informou que a derrubada ocorreu após uma reunião entre lideranças que definiu o adiamento da votação de todos os projetos dos vereadores, para que eles possam ser analisados da maneira correta.
"Por entendimento das bancadas de governo e oposição, como tem vários projetos de vereadores, dada a complexidade de algumas matérias, a questão das comissões, que vamos tirar de pauta os projetos dos vereadores, retomando tão logo retorne do recesso", confirmou o vereador.
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Entenda o sistema
A implantação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto Internacional de Salvador prevê uma cobrança de R$ 18,00 para motoristas que excederem 10 minutos na área de embarque e desembarque.
O modelo de acesso, controlado por cancelas, não apenas taxa o tempo de permanência, mas estabelece uma estrutura de monopólio que ameaça extinguir a operação do táxi comum no terminal, criando uma lógica de "quem não paga, não trabalha" dentro do serviço público de transporte.


