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Lula compara polarização a Ba-Vi e culpa Aécio por "guerra"

Publicado às | Atualizado em 20/10/2021, 09:23 | Autor: Rodrigo Aguiar
Tucano foi criticado pelo ex-presidente por questionar resultado eleitoral de 2014 | Foto: Valter Campanato l Agência Brasil
Tucano foi criticado pelo ex-presidente por questionar resultado eleitoral de 2014 | Foto: Valter Campanato l Agência Brasil -
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A polarização na política é como um clássico de futebol e o Brasil precisa retornar à normalidade democrática, que se perdeu após as eleições de 2014, segundo o ex-presidente Lula (PT).

"Deixa eu pegar o futebol para tentar explicar. Não existe maior polarização na Bahia do que um Ba-Vi. Numa eleição, é a mesma coisa. Você tem dois candidatos que vão polarizar, disputando ideias e eleitores. Acabamos de ter uma polarização na Alemanha. Nos Estados Unidos foi assim também. Assim vale em todos os países do mundo. É assim que vai acontecer no Brasil. Um ganha e vai governar, o outro perde, vai lamentar e se preparar para a outra eleição", comparou o petista nesta quarta-feira, 20, em entrevista à rádio A TARDE FM.

Segundo o ex-presidente, o país precisa, porém, recuperar a "civilidade", que teria deixado de existir após a derrota de Aécio Neves (PSDB) para Dilma Rousseff (PT), quando o tucano questionou o resultado das eleições. "Acontece que foi estabelecido um ódio contra o PT, contra o Lula. Isso não existia no Brasil. Essa guerra começou a ser estabelecida quando o Aécio perdeu para a Dilma e não aceitou o resultado. Temos que voltar à normalidade", defendeu Lula.

Ao ser questionado se acredita na possibilidade de uma união eleitoral da esquerda, Lula opinou que isso deve ocorrer em torno de um programa e reiterou que considera natural um grande número de candidaturas. "Eu defendo a ideia que seja normal cada partido ter candidato, e é bom que seja assim. Quando disputei a primeira eleição, foi contra 12 candidatos. Se você tem 33 partidos, seria normal ter pelo menos 10 ou 15 candidatos a presidente. Eu acho que os setores progressistas precisam se unificar em torno de um programa", avaliou.

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