ELEIÇÕES
Lula desabafa sobre IA nas eleições e defende proibição: "Não aceitarei"
"Pessoas não podem votar em mentiras", diz presidente


Apesar de reconhecer os benefícios da Inteligência Artificial (IA), o presidente Lula (PT) defendeu a restrição do uso da tecnologia durante as eleições deste ano, que acontece em outubro.
Em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o mandatário afirmou que a tese imposta pelo novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, é “maravilhosa”.
“Fui pra casa pensando, mas será? Porque a IA ajuda muito, ajuda na saúde, educação, tecnologia, tem importância muito grande. Mas, na eleição, será que é necessário Inteligência Artificial?", indagou o mandatário nesta quinta-feira, 14, durante entrega dos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida.
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Para Lula, o uso das ferramentas de IA durante pleito tende a causar uma "desumanização" da política. Nesse sentido, ele diz acreditar que o não uso da medida nas campanhas eleitorais é uma forma de preservar a autenticidade do político.
"Veja, se a gente quiser, a gente pode fazer o 'Lula' artificial, fazer comício em 27 estados... eu estou lá, e não estou. E confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu [mãe de Lula], não aceitará IA para fazer campanha política", afirmou o presidente.
O petista ainda continuou o seu discurso: "Na eleição, as pessoas têm que votar em uma coisa, verdadeira de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira".
IA x comício: "Eu estou lá, e não estou"
O presidente também citou o uso da IA para retratar imagens de pessoas que não estão, de fato, no local.
"Eu estou lá, e não estou. E confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu [mãe de Lula], não aceitará IA para fazer campanha política", disse ele.
IA nas eleições: TSE proíbe uso da ferramenta
Em março deste ano, a Corte Eleitoral aprovou uma resolução que estabelece regras para as propagandas de campanha durante o pleito.
Um dos pontos mencionados no documento leva em conta a proibição de publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos produzidos com inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o dia da votação.
Em caso de descumprimento, a norma prevê a remoção imediata do conteúdo ou até a indisponibilidade do serviço, seja por iniciativa das plataformas ou por determinação da Justiça Eleitoral.


