ELEIÇÕES
MDB racha com governo após decisão polêmica sobre vice
Em Santa Catarina, governador Jorginho Mello (PL) chamou nome do Novo para vaga prometida a emedebistas

O MDB em Santa Catarina tomou uma decisão drástica e rompeu com o governador do Estado, Jorginho Mello (PL), após o liberal chamar um prefeito do Novo (Adriano Silva, de Joinville) para ocupar a vaga de vice que até então estava prometida aos emedebistas.
A decisão foi tomada na terça-feira, 27, e também motivada por outra quebra de acordo: a formação da chapa que vai disputar o Senado no estado sulista.
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Em nota, o diretório do partido em Santa Catarina afirmou que “iniciará um projeto próprio” para as eleições estaduais e convocou partidos alinhados ideologicamente a compor uma coligação para disputar o pleito em outubro.
Além disso, a sigla orientou que filiados que ocupam cargos no governo estadual deixem suas funções. O presidente do partido no estado, Carlos Chiodini, que ocupava o cargo de secretário de Agricultura no Estado, foi o 1º membro do partido a deixar o governo.
Centrão rachado em SC
Conforme o Poder 360, o Centrão no Estado já estava rachado desde outubro de 2025, quando o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) transferiu o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Santa Catarina e anunciou sua pré-candidatura ao Senado. O filho de Jair Bolsonaro (PL) recebeu apoio de Jorginho Mello.
A questão é que os principais nomes ao Senado até a chegada de Carlos eram a deputada federal Caroline De Toni (PL) — apoiada pelo partido de Bolsonaro– e o atual senador Esperidião Amin (PP), indicado pelo Centrão catarinense.
Assim, o desenho atual deve ser com a parlamentar e Carlos numa chapa "puro-sangue" do PL por Santa Catarina. Nesse modelo, o senador do PP seria escanteado.
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