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Ministro diz que a obra sairá "de qualquer jeito"

Publicado terça-feira, 29 de maio de 2007 às 22:15 h | Atualizado em 29/05/2007, 22:15 | Autor: Adilson Fonseca
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O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, foi enfático e ao mesmo tempo duro com os críticos da transposição do Rio São Francisco: a obra sai de qualquer jeito. E começa já na próxima segunda-feira, com o Exército iniciando os primeiros trabalhos nas cidades de Cabrobó e Floresta, em Pernambuco, onde serão abertos os dois canais que levarão a água para os Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Geddel, que não participou do último debate sobre a transposição, ocorrido anteontem em Salvador, falou ontem, de Brasília, pelo telefone, respondendo às críticas dos que se posicionaram contrários à obra, entre os quais a promotora de Justiça do Meio Ambiente, Luciana Khoury, e o bispo de Barra, D. Luiz Flávio Cappio. “São posições ideológicas, que posso concordar ou não. O que posso dizer é que não tenho medo dos debates, pois o homem público que tem medo de se desgastar não está pronto para ser um homem público”, disse.

Em Salvador, o bispo de Barra, D. Luiz Flávio Cappio, considerou que a obra da transposição não passará da sua primeira fase, que será executada pelo Exército. Já a promotora Luciana Khoury disse que as 14 ações que ainda tramitam no Supremo Tribunal Federal podem impedir que a obra seja executada. “Podem ter 14, 20 ou 30 ações na Justiça. Não há fatos novos no âmbito jurídico que justifiquem a paralisação das obras. Elas saem mesmo”, ratificou. Para o ministro, nem mesmo a presença da Construtora Gautama, apontada como a principal envolvida na Operação Navalha, desencadeada pela Polícia Federal, na licitação para as obras da transposição, é vista como empecilho.

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