INFRAESTRUTURA
Obra de R$ 96 milhões vai tirar fluxo de trânsito do centro de Ilhéus
Licitação para a construção do Contorno Norte será publicada nos próximos dias


O governo da Bahia deve publicar nos próximos dias o edital de licitação para a construção do Contorno Norte de Ilhéus, obra orçada em R$ 96 milhões que deve retirar o tráfego de veículos da área central da cidade e facilitar o acesso ao litoral norte da Bahia e ao Porto Sul.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 15, pelo ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, durante entrevista ao programa Poder da Notícia, da Rádio Boa FM de Itabuna.
Segundo Rui, o Contorno Norte será conectado à nova BA-649, cuja primeira etapa foi inaugurada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) no dia 3 de julho.

Com a conclusão da obra, motoristas que seguem em direção a Itacaré e ao litoral norte não precisarão mais passar pela área urbana de Ilhéus.
"Quem chega na via duplicada e quer se dirigir à região de Itacaré, ao litoral norte, não precisará mais passar por dentro da cidade. Será feito o Contorno Norte, um investimento da ordem de R$ 96 milhões. O edital de licitação da obra está pronto para ser publicado nos próximos dias", afirmou Rui.
O que muda com a obra?
Além de reduzir o fluxo de veículos na área urbana de Ilhéus, o novo contorno deve melhorar a mobilidade da cidade e ampliar o acesso ao Porto Sul e aos municípios do litoral norte.
Além disso, segundo Rui, a intervenção poderá estimular novos investimentos na região, especialmente nos setores imobiliário e comercial.
"É uma intervenção que ajuda muito o trânsito na região, a mobilidade urbana de Ilhéus, além, evidentemente, de estimular vetores de desenvolvimento. Nós vamos presenciar, como já estamos presenciando, muitos investimentos chegando", disse.
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Conexão com a BA-649
Durante a entrevista, Rui também destacou a implantação da BA-649, que liga Ilhéus a Itabuna, e afirmou que o novo contorno faz parte de um conjunto de obras voltadas à infraestrutura do sul da Bahia.
Segundo ele, o Estado decidiu executar a duplicação com recursos próprios após o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelar o convênio que previa a realização da obra.


