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PROIBIÇÃO

Vereadores aprovam fim da atividade de flanelinha

Vereadores aprovaram, em primeiro turno, a proibição da atividade de guardadores autônomos

Rodrigo Tardio
Por
| Atualizada em
Projeto enquadra conduta de quem aborda, cobra, constrange ou tenta exigir valores para guardar carros
Projeto enquadra conduta de quem aborda, cobra, constrange ou tenta exigir valores para guardar carros - Foto: Reprodução
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Em sessão plenária realizada nesta quinta-feira, 10, a Câmara Municipal de Belo Horizonte, deu aval a duas pautas centrais para a gestão urbana e a fiscalização orçamentária da capital mineira.

Os parlamentares aprovaram, em primeiro turno, a proibição da atividade de guardadores autônomos de veículos — popularmente chamados de "flanelinhas" —, além de chancelar as contas da Prefeitura relativas ao exercício financeiro de 2020, sob a gestão do ex-prefeito Alexandre Kalil.

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Cerco à coação

​A proposta que bane a atuação dos "flanelinhas" nas ruas da capital (PL 702/2026) avançou com 31 votos favoráveis e 7 contrários. O projeto enquadra a conduta de quem aborda, cobra, constrange ou tenta exigir valores para guardar carros ou reservar vagas em logradouros públicos.

​Autor da matéria, o vereador Sargento Jalyson (PL) sustentou que a medida visa coibir o monopólio e a coerção no espaço urbano. Pelo texto aprovado, o descumprimento vai acarretar multa de R$ 1.000, quantia cobrada em dobro nos casos de reincidência.

Lavadores de carro

​A restrição atinge também lavadores de carros credenciados que adotem práticas intimidadoras. Nesses casos, além da penalidade pecuniária, o infrator responderá a processo administrativo junto ao Município.

A fiscalização vai caber à Guarda Civil Municipal, com previsão de convênios com órgãos estaduais de segurança. O projeto segue agora para análise de emendas nas comissões antes da votação definitiva em segundo turno.

​Aval final

​No segundo bloco de votações, o Plenário acatou a conclusão do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e decretou a aprovação, com ressalvas, das contas do Executivo municipal referentes a 2020 (PR 911/2026). O placar registrou 28 votos a favor, 4 contrários e 2 abstenções.

​A relatora da matéria, vereadora Trópia (Novo), destacou que o parecer técnico do tribunal assegurou o amplo contraditório e refletiu uma auditoria minuciosa.

Com a decisão, cabe agora à CMBH monitorar a implementação das determinações feitas pelo TCE-MG à administração municipal, entre as quais:

  • - ​Fim da prática de desoneração no planejamento das futuras Leis Orçamentárias Anuais;
  • ​- Aprimoramento do controle de origem e destinação dos recursos públicos;
  • - ​Cumprimento contínuo das diretrizes do Plano Nacional de Educação (Meta 1);
  • - ​Envio tempestivo dos dados do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM).

​A aprovação no Legislativo encerra oficialmente o processo de julgamento das contas do ex-prefeito Alexandre Kalil relativas àquele ano.

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aprovação de contas Câmara Municipal de Belo Horizonte fiscalização orçamentária gestão urbana lei de proibição flanelinhas segurança pública

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