PDT na Bahia passa por ‘democratização’ e diz que Ciro é a “prioridade zero”

Publicado quinta-feira, 17 de junho de 2021 às 13:25 h | Atualizado em 17/06/2021, 13:25 | Autor: Da Redação

A possibilidade de uma debandada de lideranças políticas do PDT da Bahia, principalmente com cargos eletivos, está totalmente descartada, pelo menos por hora.

A direção estadual informou que reuniu, nesta quinta-feira, 17, membros da sigla e ficou decidido que todos os pedetistas com mandatos, além do secretário de Saúde e presidente do PDT de Salvador, Léo Prates, passam a ter assento na Executiva estadual.

Entre os presentes no encontro, os deputados federais Félix Mendonça Jr., que preside a legenda no estado, e Alex Santana; os deputados estaduais Roberto Carlos, Samuel Araújo e Euclides Fernandes, e a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos.

Os deputados estaduais ameaçavam deixar o PDT após rompimento do partido com o PT e a retirada da legenda do primeiro escalão do governo Rui Costa (PT).

De acordo com Félix, além da “democratização partidária” a prioridade “número zero” do PDT é eleger Ciro Gomes presidente da República em 2022.

“O PDT tem hoje uma posição definida e clara: Ciro Gomes será nosso candidato à Presidência da República. E todos os diretórios estaduais e municipais terão que seguir essa determinação”, afirmou o dirigente, em nota enviada à imprensa.

O presidente estadual afirmou ainda que a agremiação na Bahia tem recebido uma atenção especial pelo fato de estar no quarto maior colégio eleitoral do país. “Se por acaso eu não seguisse essa determinação, por exemplo, eu teria que sair do PDT”, argumentou.

Sobre a candidatura ao governo do Estado nas eleições de 2022, principal ponto de divergência entre os pedetistas baianos, Mendonça Jr. informou que Carlos Lupi, presidente nacional, e Ciro Gomes têm conversado com lideranças políticas na Bahia, entre elas, o presidente nacional do DEM, ACM Neto, cotado para disputar o Palácio de Ondina no pleito do ano que vem.

“Mas não há martelo batido. O PDT ainda pode, por exemplo, ter candidato próprio a governador. A decisão que será tomada na Bahia seguirá o que for melhor para fortalecer Ciro Gomes no estado, bem como as bandeiras do PDT. Não temos conversado com o PT do senador Jaques Wagner justamente porque o PT tem como candidato o ex-presidente Lula”, justificou.

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