PLANO OPERACIONAL
PF cria megaestrutura de R$ 95 milhões para proteger presidenciáveis
Operação nacional envolve 458 servidores e tecnologia antidrone


A Polícia Federal (PF) iniciou nesta segunda-feira, 20, ao plano operacional de segurança para os candidatos à Presidência da República nas Eleições de 2026.
Sob coordenação da Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP), a estrutura foi dimensionada para blindar, de forma simultânea, até dez candidaturas em todo o território nacional.
Com orçamento global fixado em R$ 95 milhões, a operação vai mobilizar até 458 servidores — entre agentes de campo, chefes de equipe e analistas de inteligência e logística — com o suporte das 27 superintendências regionais do país.
A adesão ao esquema é facultativa e pode ser solicitada pelas campanhas logo após a homologação formal dos nomes nas convenções partidárias.
"Cada candidatura vai contar com um planejamento próprio, atualizado continuamente de acordo com a evolução do nível de risco e a dinâmica das agendas no país", diz o comunicado oficial da Polícia Federal.
Tecnologia e força tática
A operação traz um expressivo aporte tecnológico para lidar com ameaças modernas. As equipes de campo vão contar com suporte de:
- Blindagem e vistorias: veículos de passeio e utilitários blindados, além de kits especializados em varreduras antibombas.
- Monitoramento e defesa: equipamentos de mitigação e bloqueio antidrone, sistemas de reconhecimento facial e monitoramento em tempo real de ameaças virtuais.
Capacitação específica: mais de 600 profissionais passaram por treinamento entre 2025 e 2026, com módulos de salvamento aquático, direção evasiva e atendimento pré-hospitalar.
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Comando centralizado
A partir de hoje, passa a operar na capital federal a Sala Nacional de Comando e Controle.
A central vai permitir acompanhar, em tempo real e via mapeamento georreferenciado, o deslocamento de todas as equipes de proteção pelo país.
Apesar do monitoramento logístico centralizado, a PF ressalta que o fluxo de inteligência vai permanecer compartimentado: os relatórios de risco de cada candidato vão ser restritos exclusivamente aos agentes destacados para a sua respectiva guarda.
Diálogo político e neutralidade
Desde o mês de abril, a Polícia Federal abriu diálogo institucional com as 30 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Foram realizadas reuniões gerais e agendas bilaterais para apresentar os protocolos e sanar dúvidas das pré-candidaturas.
A corporação reforçou que vai adotar estrita isonomia técnica, já que o tamanho da equipe e a quantidade de recursos alocados para cada candidato vão depender estritamente do nível de risco identificado e da complexidade das agendas de rua, e não de critérios políticos.
Por razões de segurança, a classificação individual de risco atribuída a cada presidenciável não será divulgada.


