Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

ADESÃO

Prefeito de Itabuna mobiliza lideranças em defesa da lavoura cacaueira

Augusto Castro (PSD) critica flexibilização de normas sanitárias para importação de amêndoas

Rodrigo Tardio

Por Rodrigo Tardio

27/01/2026 - 20:13 h

Siga o A TARDE no Google

Google icon
Preocupação do gestor e dos agricultores está na Instrução Normativa nº 125, editada em 2021 pelo Ministério da Agricultura
Preocupação do gestor e dos agricultores está na Instrução Normativa nº 125, editada em 2021 pelo Ministério da Agricultura -

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), oficializou a adesão ao movimento das lideranças dos produtores de cacau do Sul da Bahia contra a recente crise que atinge o setor.

O cenário é de alerta, já que a combinação entre a forte queda nos preços internacionais da amêndoa e a importação de 10 mil toneladas de cacau da África, por indústrias instaladas em Ilhéus, acendeu o debate sobre o regime de Drawback e a segurança fitossanitária da região.

Tudo sobre Política em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

Risco sanitário

A maior preocupação do gestor e dos agricultores reside na Instrução Normativa nº 125, editada em 2021 pelo Ministério da Agricultura (MAPA). O setor alega que a norma flexibilizou perigosamente os critérios de defesa agropecuária, permitindo a entrada de cacau importado sem o rigor técnico necessário para impedir pragas exóticas.

"Tal medida, se efetivada nos moldes atuais, implica riscos reais de introdução de doenças que podem destruir a produção nacional", afirmou o prefeito. Castro rebateu o argumento das indústrias moageiras de que não há cacau brasileiro suficiente: "O produtor se esforça na modernização tecnológica, mas sofre com a falta de assistência técnica e crédito".

Coalizão

Augusto Castro agora busca ampliar o arco de aliança. Além do apoio à Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB), o prefeito sugere uma ação conjunta entre a Amurc e os consórcios intermunicipais Litoral Sul (CDS-LS) e da Mata Atlântica (CIMA).

O objetivo é levar ao Governo Federal e ao Congresso Nacional, especialmente por meio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a necessidade de restabelecer critérios rigorosos para a importação.

Instabilidade

Após recordes históricos em 2024, o mercado vive um período de volatilidade. A queda nos preços, motivada pelo excesso de oferta na Costa do Marfim, somada à concorrência direta com o cacau africano no mercado interno, fragilizou os produtores baianos.

"Para preservar a sanidade da lavoura e soerguer nossa economia, precisamos que as vozes do Sul da Bahia sejam ouvidas em Brasília. É hora de união absoluta entre os entes políticos e os produtores", concluiu Castro.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

agronegócio augusto castro cacau Crise do Setor itabuna Segurança Fitossanitária

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Preocupação do gestor e dos agricultores está na Instrução Normativa nº 125, editada em 2021 pelo Ministério da Agricultura
Play

‘Netflix do governo’ será exibida nas escolas; entenda proposta

Preocupação do gestor e dos agricultores está na Instrução Normativa nº 125, editada em 2021 pelo Ministério da Agricultura
Play

‘TromPetista’ toca berrante durante caminhada de bolsonaristas

Preocupação do gestor e dos agricultores está na Instrução Normativa nº 125, editada em 2021 pelo Ministério da Agricultura
Play

Luciano Ribeiro revela missão na Alba: "Honrar legado de Alan Sanches"

Preocupação do gestor e dos agricultores está na Instrução Normativa nº 125, editada em 2021 pelo Ministério da Agricultura
Play

Bolsonaro na Papudinha: conheça luxuosa cela do ex-presidente

x