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INTERVENÇÃO

Prefeitura é impedida de gastar mais de R$ 4 milhões em vaquejada

Formosa do Rio Preto foi impedida, pelo TCM, de desembolsar montante com atrações musicais

Rodrigo Tardio
Por
Manoel Afonso (PSD), prefeito de Formosa do Rio Preto
Manoel Afonso (PSD), prefeito de Formosa do Rio Preto -

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) publicou, na edição desta quinta-feira, 14, uma medida cautelar que atinge em cheio a organização da 40ª Vaquejada de Formosa do Rio Preto.

A decisão obriga a prefeitura a se abster de realizar qualquer pagamento aos artistas contratados que ultrapasse o valor médio recebido por eles nos festejos de 2025, devidamente corrigido pela inflação.

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A intervenção atende a uma representação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que identificou supostas irregularidades nos contratos para o evento, programado para ocorrer entre 28 e 31 de maio.

O prefeito Manoel Afonso de Araújo, conhecido como Neo (PSD), planejava gastar mais de R$ 4 milhões com sete atrações, todas contratadas através de processos de inexigibilidade de licitação.

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Discrepância

De acordo com o MP, a auditoria revelou que os cachês deste ano sofreram reajustes que chegam a 60%, índice muito superior à média da inflação acumulada. No total, o orçamento previsto para a festa em 2026 é 51% maior do que o despendido no ano passado.

Para os promotores de Justiça, o alto investimento compromete a prestação de serviços básicos no município. Eles lembraram que órgãos de controle já haviam emitido nota técnica recomendando cautela e modicidade nos gastos com eventos festivos.

Contratos sob suspeita

Entre os valores questionados, destacam-se os contratos com a Nil Music (R$ 800 mil), Felipe Amorim & Cia (R$ 500 mil) e Rey Vaqueiro (R$ 450 mil). Também constam na lista as empresas Zade Shows (R$ 300 mil), AM Produções (R$ 260 mil), Sustenido Produções (R$ 150 mil) e Túlio Duarte Shows (R$ 75 mil).

Prazo para defesa

O órgão, determinou a notificação imediata do prefeito e das empresas envolvidas. Eles possuem um prazo de 20 dias para apresentar defesa. Caso a prefeitura descumpra a ordem de limitar os pagamentos aos valores históricos corrigidos, poderá sofrer sanções administrativas e multas.

Localizada no Oeste baiano, a cerca de 1.000 km de Salvador, Formosa do Rio Preto é o maior município da Bahia em área territorial. Com 25 mil habitantes, a cidade é um dos pilares do agronegócio no Matopiba, destacando-se pela produção recorde de grãos e fibra.

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