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Preso nesta sexta, Collor já tomou poupança dos brasileiros; relembre

Confisco da poupança em 1990 foi o principal ato do chamado “Plano Collor”

Redação
Por Redação
Anúncio do Plano Collor gerou desespero em parte da população brasileira em março de 1990
Anúncio do Plano Collor gerou desespero em parte da população brasileira em março de 1990 - Foto: Reprodução

O ex-presidente Fernando Collor de Mello, preso nesta sexta-feira, 25, após ser condenado por corrupção no âmbito da BR Distribuidora, da Petrobras. Mas, para além disso, o ex-mandatário está marcado na história brasileira por um fato curioso, ocorrido logo no seu segundo dia mandato na presidência da República.

O alagoano de Maceió tomou posse como presidente no dia 15 de março de 1990 e, logo no dia seguinte, lançou o “Plano Collor”, pacote econômico que, entre outras coisas, confiscou o dinheiro depositado pelos brasileiro em suas cadernetas de poupança.

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No decreto assinado por Collor, foi determinado um feriado bancário pelo período de três dias. No retorno ao funcionamento dos bancos, a população fez fila nas agências, que não tinham dinheiro para cobrir os saques solicitados pelos clientes.

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O plano econômico determinava o bloqueio por 18 meses, com correção e juros de 6% ao ano. Os saques nas cadernetas de poupança ou na conta-corrente foram limitados a 50 mil cruzados novos (equivalente a pouco mais de R$ 13,8 mil nos valores atuais).

A ideia do Plano Collor — elaborado pela equipe da ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello — era represar o dinheiro para financiar o governo e, ao mesmo tempo, restringir a oferta de moeda, ajudando no combate à hiperinflação.

O confisco, porém, afetou negativamente a milhões de brasileiros, incluindo aposentados que dependiam desses recursos para sua sobrevivência financeira. Diversos relatos da época indicam, inclusive, casos de suicídios e o agravamento de doenças relacionadas ao desespero causado pela perda das economias.

Para piorar, o Plano Collor gerou uma crise de confiança no mercado, minando a credibilidade das aplicações financeiras e derrubando a economia brasileira para uma recessão de 4,35% do PIB naquele ano. A inflação caiu, mas continuou altíssima, tornando aquela política econômica um verdadeiro fracasso.

A repercussão popular do plano econômico de Collor acabou se tornando decisiva para que, dois anos depois, em 1992, os brasileiros fossem às ruas em massa para apoiar seu impeachment. Antes do processo terminar, porém, o presidente renunciou ao seu mandato e o entregou ao vice, Itamar Franco.

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