Programa de Michelle repassou dinheiro para ONG que hostilizou menina estuprada

Publicado sexta-feira, 02 de outubro de 2020 às 09:00 h | Atualizado em 02/10/2020, 09:04 | Autor: Da Redação

Parte dos recursos desviados - num total de R$ 7,5 milhões - para o programa Pátria Voluntária, presidido pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi repassado para uma ONG contra aborto que atuou no caso da menina de 10 anos submetida à interrupção de gravidez após um estupro no Espirito Santo.

De acordo com os dados publicados pela Casa Civil via Lei de Acesso a Informação (LAI), R$ 14,7 mil foram repassados para a Associação Virgem de Guadalupe, organização católica criada em 2013 e que, em sua página na Internet, se identifica contra o aborto.

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, a presidente da associação, Mariângela Consoli, participou de reuniões que teriam sido articuladas pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) e teria sido enviada pela ministra Damares junto à uma delegação para impedir o aborto da menina.

Na última terça-feira, 29, o Ministério Público pediu pela abertura de investigação junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) sobre os direcionamentos dos recursos do Pátria Voluntária.

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