Proximidade de atos pró e contra Bolsonaro preocupa governadores

Publicado terça-feira, 07 de setembro de 2021 às 07:46 h | Atualizado em 07/09/2021, 08:43 | Autor: Da Redação

O 7 de setembro será de muitos protestos nas principais metrópoles do Brasil, com atos pró e contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, que tem convocado seus apoiadores a uma grande manifestação, como maneira de mostrar força diante das acusações e inquéritos que sofre na Justiça. No entanto, a proximidade das manifestações de diferentes correntes políticas preocupam as autoridades, que temem confrontos violentos.

Um das preocupações é a presença de policiais militares de folga em atos a favor de Bolsonaro, o que o governador de São Paulo, João Dória, classificou como gravíssimo. A aflição é pela possibilidade das pessoas irem aos atos armadas para o ato bolsonarista que defende pautas antidemocráticas, como o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e intervenção militar.

Os atos bolsonaristas de São Paulo, que acontecerão na Avenida Paulista, ainda deverão contar com a presença de Bolsonaro. "Pretendo. sim, participar do evento na Paulista, onde devo chegar por volta das 15h30. Aí sim um pronunciamento mais demorado. Falar com a população e também demonstrar para o mundo o quanto o governo está preocupado com o seu futuro", afirmou o presidente.

Em Brasília, foi montado um esquema de proteção na Esplanada dos Ministérios, na capital federal, a fim de garantir a segurança dos prédios do Congresso Nacional e do Supremo. No entanto, na noite de segunda-feira, 6, bolsonaristas furaram o bloqueio policial e sem oposição da Polícia Militar do Distrito Federal, tomaram a via.

Na capital brasileira, os bolsonaristas ocuparão a Esplanada e caminharão em direção à praça dos Três Poderes (onde ficam o Congresso e o Supremo). Já manifestantes que compõem o chamado Grito dos Excluídos (movimentos sociais, partidos de esquerda e outros) vão se concentrar na região da Torre de TV, na região central do Plano Piloto.

Na Bahia, a Secretaria da Segurança informou que "monitora os atos previstos com o objetivo de garantir o direito democrático de manifestação, bem como a ordem e o direito de ir e vir dos baianos."

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