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PT critica EUA e Bush no site do partido

Publicado terça-feira, 06 de março de 2007 às 07:42 h | Atualizado em 06/03/2007, 07:42 | Autor: Agencia Estado
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Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para receber o colega George W. Bush, seu partido deixou claro que não dará folga ao norte-americano. Em uma página montada para tratar da visita desta semana, o site do PT na internet foi recheado de críticas aos Estados Unidos e ao próprio Bush.

Em entrevista publicada no site, o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, diz que o Brasil pode agir como mediador na América Latina, mas avisa que os EUA não devem contar com o País para suas ?pretensões imperialistas?. ?Não contem com o Brasil para pressionar Cuba, Venezuela, Bolívia e o Equador?, adverte. O ex-presidente da CUT João Felício também manda seu recado em artigo intitulado Bush, persona non grata: ?Bush Jr. representa a degeneração do Império e sua cara mais apodrecida?, ataca. Já o membro do comitê central do PC do B Altamiro Borges, em artigo, se refere ao presidente americano como ?o chefão do terrorismo internacional?.

Em tom mais ameno, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, critica as barreiras ao etanol brasileiro. Segundo ele, é o momento ?de denunciar qual é a política comercial norte-americana que não leva em conta que o relaxamento das barreiras tarifárias é importante para criar um mercado mundial?. Berzoini também avisa que o PT ?se integra aos movimentos sociais nos protestos contra Bush?.

No entanto, o amplo esquema montado pela Polícia Federal e pelo Exército para a segurança de Bush, durante sua visita ao Brasil, fará com que ele não veja as manifestações que serão realizadas em São Paulo. Mais de 60 entidades, como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e as centrais sindicais, afirmam que levarão 10 mil pessoas às ruas de São Paulo para gritar ?fora Bush?, em sua chegada a São Paulo na quinta-feira. ?Existe a previsão de várias manifestações e a polícia, juntamente com o Exército, está monitorando e traçando um plano para evitar que o próprio presidente tome conhecimento disso?, afirmou o delegado Flávio Luiz Trivella, responsável pela coordenação da ?Operação Bush?.

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