ELEIÇÕES
PT diz que polêmica sobre federação com PSOL é “desnecessária”
Presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva defende junção

Após diversos políticos do PSOL se posicionarem contra a possibilidade de o partido passar a integrar a Federação Brasil da Esperança, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a polêmica criada em torno do assunto é “desnecessária”.
Atualmente, a federação é composta por PT, PV e PCdoB. Dentro do PSOL, apenas a corrente liderada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defende a integração.
“É um tema que eu sei que tem gerado muita polêmica. E acho que é até uma polêmica desnecessária. Não que o debate não seja importante, mas esse ambiente de polêmica e uma certa agressividade é desnecessário”, afirmou o petista nas redes sociais na quinta-feira, 5.
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Fortalecimento da esquerda
Defensor da entrada do PSOL na federação, Edinho disse ainda que a discussão sobre formalizar um grupo único no campo da esquerda é uma “exigência histórica” e que a unificação pode contribuir para o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O petista também argumentou que a criação de uma grande federação com o maior número possível de partidos de esquerda seria uma forma de fazer frente às legendas de direita que têm adotado estratégia semelhante para ampliar forças no Congresso Nacional.
Confira:
Lideranças baianas resistem à federação
O presidente do PSOL na Bahia e pré-candidato ao governo da Bahia, Ronaldo Mansur afirmou ao portal A TARDE que “a junção não é viável em âmbito estadual”. Ele ponderou, no entanto, que a decisão cabe exclusivamente à direção nacional.
Já o presidente do PT baiano, Tássio Brito, afirmou que o debate sobre a federação “ainda não é oficial”. Ele, porém, minimizou as resistências e avaliou que a aliança não traria prejuízos.
“A federação nacional está sendo discutida pelas direções dos partidos. O PT sempre prezou por fortalecer o governo Lula nas suas alianças. O PSOL é um partido de esquerda, do campo progressista, com relevância nacional. Essa aliança não teria nenhum problema, já que as pautas caminham juntas”, disse o petista.
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